SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Uma pessoa jogou uma mala com dinheiro pela janela de um apartamento do 30º andar de um prédio em Balneário Camboriú (SC) na manhã desta quarta-feira (11), durante busca e apreensão da terceira fase da Operação Barco de Papel, segundo a PF (Polícia Federal).
A mala foi jogada assim que os agentes chegaram ao imóvel, conforme a equipe que participou da ação. Os policiais também recolheram dois veículos de luxo, dois celulares e documentos. No total, foram apreendidos R$ 429 mil em espécie só com o dinheiro da mala, diz a PF.
A corporação investiga supostos crimes contra o sistema financeiro envolvendo investimentos no Banco Master com recursos do Rioprevidência, o fundo responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores do estado do Rio de Janeiro.
O objetivo da nova fase, segundo os investigadores, foi localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados de imóvel do principal alvo da operação, que teve a primeira etapa deflagrada no Rio em 23 de janeiro.
O comunicado da PF não identificou os alvos desta quarta, mas a reportagem apurou que se trata de pessoas que estariam ligadas ao ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes. Elas teriam ajudado na obstrução da investigação e na ocultação de provas.
Procurada, a defesa do ex-presidente disse que está averiguando a situação.
Deivis foi preso no dia 3 de fevereiro, em Itatiaia (RJ), na segunda fase da Operação Barco de Papel. Na ocasião, a Polícia Federal disse que identificou suspeitas de retirada de documentos de apartamento do investigado e de manipulação de provas digitais, além da transferência de dois veículos de luxo para terceiros.
A PF também confirmou em 3 de fevereiro a prisão de outros dois homens na cidade catarinense de Itapema. São irmãos que teriam auxiliado o ex-presidente do Rioprevidência na retirada de documentos do Rio.
Os mandados desta quarta foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas, segundo a Polícia Federal.
O Rioprevidência é investigado por aplicações em letras financeiras do Master títulos de renda fixa que não contam com garantias do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).



