Da Redação
O Brasil voltou a figurar entre os países com desempenho mais fraco no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), ranking anual divulgado pela organização Transparência Internacional que aponta como especialistas e executivos veem os níveis de corrupção no setor público.
No levantamento referente a 2025, o país obteve 35 pontos numa escala de 0 a 100 — em que notas mais baixas indicam maior percepção de corrupção — e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados, repetindo uma das piores colocações de sua história.
A pontuação é apenas um ponto acima do registrado no ano anterior, mas essa oscilação é considerada estatisticamente pequena pela própria Transparência Internacional, sinalizando uma espécie de estagnação no desempenho anticorrupção do Brasil.
O resultado brasileiro está abaixo tanto da média global quanto da média observada na América Latina e nas Américas, ambas em 42 pontos, e coloca o país em posição semelhante à de outros em situação delicada no ranking.
O relatório também destacou que, apesar de episódios de responsabilização de agentes políticos serem observados, persistem fragilidades institucionais, casos de grandes esquemas de corrupção e dificuldade em avançar de forma consistente no combate ao problema.
Globalmente, países com melhor avaliação no índice, como Dinamarca e Finlândia, reforçam a diferença entre sistemas com maior integridade percebida e aqueles onde a corrupção continua sendo uma preocupação central para instituições e sociedade.






