Da Redação

A sinalização de que PSD e PL devem caminhar juntos no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 tem reverberado além de Brasília e pode afetar diretamente o cenário eleitoral em Goiás, com possíveis consequências para alianças e candidaturas locais.

No plano nacional, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que, embora as duas legendas concorram separadas na primeira fase da disputa presidencial, já há um entendimento para unir forças no confronto direto pela Presidência da República, especialmente no segundo turno.

Essa aproximação no centro-direita pode influenciar a política goiana porque partidos costumam seguir referências nacionais ao definir coligações estaduais. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (PSD), recentemente filiado à sigla, busca há meses integrar o PL ao grupo governista que apoia o vice-governador Daniel Vilela (MDB) na disputa pelo Palácio das Esmeraldas em outubro.

A possibilidade de um acordo nacional entre PSD e PL tende a facilitar esse diálogo local, sobretudo porque dentro do PL goiano há divergências entre lançar candidatura própria, como a do senador Wilder Morais, ou integrar a base que disputa o Executivo estadual.

Outra frente de negociação no estado envolve a formação de chapas para a Câmara dos Deputados, onde o PSD pretende fortalecer sua bancada com a eleição de pelo menos três parlamentares, aproveitando a nova configuração partidária trazida pela chegada de Caiado ao partido.

Enquanto isso, as movimentações de legendas no plano federal, incluindo a estratégia de expansão de palanques e alianças estaduais, mostram que o desfecho das articulações entre PSD e PL poderá ter reflexos importantes na definição de apoios, candidaturas e composição de chapas em Goiás na corrida eleitoral de 2026.