A maior delegação da história do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno desfilou na Cerimônia de Abertura de Milano Cortina 2026nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, no Milano San Siro Olympic Stadium.
Com a alegria característica dos atletas brasileiros, a delegação foi a 14ª a entrar no estádio, liderada pelo esquiador alpino Lucas Pinheiro Braathen, candidato a medalha no slalom e no slalom gigante.
Lucas desfilou ao lado de Bruna Moura, esquiadora cross-country que não foi a Beijing 2022 por conta de um acidente de carro. O esquiador deu a ela a bandeira que ele carregava para homenageá-la. Clique aqui para conhecer a história de sobrevivência de Bruna.
Lucas participou dos Jogos de Beijing 2022, mas representando sua outra nacionalidade, a norueguesa. Defendendo sua pátria materna pela primeira vez no palco Olímpico, ele já assumiu a frente do Time Brasil por todo o seu currículo no esporte, incluindo 10 medalhas em Copas do Mundo pelo Brasil.
Nas montanhas de Cortina D’Ampezzo, Nicole Silveira, do skeleton, conduziu a bandeira brasileira, à frente da equipe brasileira de bobsled, que também está na cidade conhecida como “rainha das Dolomitas”. Eles fizeram um passinho, e a atleta mostrou a bandeira do Brasil dentro do casaco branco.
Os snowboarders Pat Burgener e Augustinho Teixeira celebraram em Livigno (com direito a salto mortal de Pat), onde competem, assim como os esquiadores de cross-country Manex Silva e Eduarda Ribera em Predazzo.
Lucas e Nicole vestiram um modelo branco, com a bandeira brasileira estampada na parte interna do casaco, enquanto os outros integrantes brasileiros usaram uma vestimenta azul com detalhes verdes.
“Não dá para expressar com palavras essa sensação que estou sentindo agora, porque é uma responsabilidade, é uma oportunidade tão grande. É maior do que o esporte, maior do que os Jogos Olímpicos para mim. É uma representação do espírito brasileiro. Nós temos o super poder de estar em casa em todos os cantos. A oportunidade de carregar a bandeira na abertura é uma honra imensa”, disse Lucas antes da cerimônia ao Sportv.
“O Brasil não chega só com quantidade, chega com qualidade. Ontem eu estava na Vila Olímpica em Milão e, quando as pessoas veem o uniforme brasileiro, todo mundo quer bater-papo, saber a história, descobrir como o Brasil está nos Jogos de Inverno. Traz uma descoberta de novas perspectivas. O Brasil chega com uma alma grandona. Poder abrir os Jogos, representando essas cores, levando essa bandeira, é incrível”, acrescentou.
Em Cortina, Nicole relembrou de toda sua trajetória: “É realmente uma honra. Saber de quão longe eu vim… de não saber o que era o esporte [skeleton] a porta-bandeira. É muito importante para mim e uma honra. Estou muito feliz”.
O Brasil estreia em Milano Cortina no dia 10 de fevereiro, com a equipe de cross-country no sprint clássico. Lucas entra em ação nos dias 14 e 16, enquanto Nicole compete nos dias 13 e 14.
Fonte: Olympics.com






