Mostra itinerante Bienal de São Paulo

Em parceria com o Governo de Goiás, a Fundação Bienal de São Paulo dá início, em Goiânia, à primeira etapa do programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, com abertura em 3 de março, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC Goiás), no Centro Cultural Oscar Niemeyer.

A mostra segue até 19 de abril. A ação é realizada por meio da Secretaria da Cultura (Secult) e da Secretaria da Retomada.

Esta é a primeira vez que o Estado de Goiás recebe uma etapa da itinerância da Bienal, que é realizada há mais de 10 anos e que, em 2026, circulará por mais de dez cidades no Brasil e no exterior.

Além da exposição, o programa de itinerâncias inclui ações educativas, formações para equipes locais, encontros presenciais e online, visitas mediadas, palestras e atividades voltadas a estudantes e professores.

Em Goiânia, o recorte curatorial assinado por Thiago de Paula Souza destaca o diálogo com o território goiano, incluindo artistas vinculados a Goiás, como Sallisa Rosa e o coletivo Sertão Negro, e reúne obras de participantes da Bienal: Adama Delphine Fawundu, Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Ernest Cole, Gervane de Paula, Hajra Waheed, Julianknxx, Juliana dos Santos, Malika Agueznay, Márcia Falcão, Ming Smith, Oscar Murillo e Song Dong.

Para a secretária da Cultura, Yara Nunes, a chegada da Bienal de São Paulo a Goiás é resultado direto de uma política pública consistente, construída de forma transversal pelo Governo do Estado.

“Receber pela primeira vez uma etapa da itinerância da Bienal em Goiânia comprova que Goiás hoje reúne infraestrutura, capacidade técnica e, sobretudo, público para sediar grandes eventos culturais de relevância nacional e internacional”, disse.

Ainda, a secretária explica que:
“Esse é um trabalho coletivo, que envolve diferentes pastas do governo e reflete o compromisso do Estado com o fortalecimento da cultura como eixo estratégico de desenvolvimento. Além disso, esse é um evento que movimenta a cadeia produtiva da cultura, fomenta o turismo, aquece a economia criativa e posiciona Goiás no circuito nacional das grandes exposições”, ressalta.

Para o presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Andrea Pinheiro, chegar a Goiânia pela primeira vez é um passo importante para a Fundação.

“A cada edição da Bienal de São Paulo, temos buscado ampliar nosso alcance e fazer com que aquilo que foi apresentado no Pavilhão continue a reverberar em outras cidades do país. Expandir o programa itinerante compõe parte do nosso compromisso com a descentralização do circuito artístico brasileiro, criando mais possibilidades de encontro com públicos diversos e fortalecendo o acesso, em diferentes regiões, às obras, debates e experiências que fazem a Bienal ser o que ela é”, afirma.

“Dar início ao programa de mostras itinerantes por Goiânia demonstra a importância de novos deslocamentos, quando as obras deixam o Pavilhão e passam a conviver com outras temporalidades, outras paisagens e outros modos de ver. No MAC Goiás, o programa não chega como uma réplica do que foi apresentado em São Paulo, ele se reconfigura a partir do espaço, do diálogo entre os participantes selecionados para a mostra e práticas locais que atravessam o museu. E é justamente nesse encontro que o sentido de humanidade como prática ganha novas camadas”, reflete o cocurador da 36ª Bienal de São Paulo, Thiago de Paula Souza.

Consolidado há mais de uma década, o programa de itinerâncias amplia o alcance da Bienal de São Paulo ao promover novos diálogos entre obras, territórios e públicos. Desde 2011, as mostras itinerantes reconfiguram parte do conteúdo apresentado no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, ativando leituras diversas e aproximando a produção artística contemporânea de diferentes regiões do país.

Sobre a 36ª Bienal de São Paulo

“Sertão Negro”, obra exposta na 36ª Bienal (Foto: Divulgação)

A 36ª Bienal de São Paulo Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema Da calma e do silêncio, da escritora Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.

O conceito que rege a exposição é uma elaboração do curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei.

O projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, e conta como parceiro estratégico o Itaú, com patrocínio máster Bloomberg, Bradesco, Petrobras, Vale, Citi e Vivo.

MAC Goiás

Prédio do MAC Goiás, localizado no CCON (Foto: Secult Goiás)

O Museu de Arte Contemporânea de Goiás é um dos espaços mais relevantes das artes visuais e da arquitetura no estado de Goiás. Criado em 1987, e atualmente localizado em um edifício de Oscar Niemeyer, o museu tem como missão reunir, conservar, pesquisar e difundir obras de arte moderna e contemporânea produzidas em Goiás.

O equipamento cultural reúne em seu acervo aproximadamente 1.250 obras, que abrangem linguagens diversas como pintura, fotografia, gravura, escultura, instalação, videoarte e outras mídias contemporâneas.

Fundação Bienal de São Paulo

Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas. A Fundação realiza, a cada dois anos, a Bienal de São Paulo, maior exposição do hemisfério Sul, criada em 1951, junto às suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior.

A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico.

Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.

Serviço

Mostra tem como fundamento a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação (Foto: Divulgação)

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Itinerância Goiânia – Museu de Arte Contemporânea de Goiás

Curadoria: Thiago de Paula Souza

Visitação: 3 de março a 19 de abril de 2026
Horários:
– Terça-feira a sexta-feira: 9h às 19h
– Sábado e domingo: 14h às 19h
Local: Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC Goiás)
Centro Cultural Oscar Niemeyer – Av. Deputado Jamel Cecílio, Qd. Gleba, nº 4.490 – Setor Fazenda Gameleira, Goiânia (GO)
Entrada gratuita

O post Goiânia recebe pela primeira vez itinerância da Bienal de São Paulo apareceu primeiro em Agência Cora Coralina de Notícias.

Fonte: Agência Cora