Da Redação

O ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 68 anos, foi hospitalizado em Brasília após sentir fortes dores no peito e sintomas cardíacos, enquanto enfrenta uma investigação interna e externa por acusações de assédio sexual feitas por uma jovem de 18 anos.

Na quinta-feira (5), Buzzi deu entrada no Hospital DF Star, onde foi internado para acompanhamento médico com quadro de palpitações e precordialgia — termo usado para descrever dor na região torácica — e não há previsão de alta até o momento.

Antes da internação, o ministro apresentou ao STJ um atestado médico que o afasta das funções por pelo menos dez dias, prazo que pode ser estendido conforme a avaliação clínica. Segundo sua defesa, ele tem histórico cardíaco que inclui a implantação de múltiplos stents e um marca-passo, o que exige atenção redobrada em situações de estresse.

A hospitalização ocorre em um momento delicado, pois, na semana passada, o STJ abriu uma sindicância interna para apurar a denúncia de que Buzzi teria importunado sexualmente a jovem durante um encontro em Balneário Camboriú (SC) no início de janeiro — episódio que ele nega categoricamente.

Além da sindicância no próprio STJ, o caso também está sendo analisado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do magistrado.

A acusação, feita pela jovem que era filha de amigos do ministro, foi formalizada ao CNJ e relata que ele teria tentado agarrá-la à força enquanto ambos estavam no mar. A identidade da vítima é preservada e as investigações seguem em sigilo, com depoimentos sendo colhidos pelas autoridades competentes.

As circunstâncias que envolvem a internação de Buzzi — em meio à apuração de um caso de assédio que ganhou grande repercussão — intensificam o debate sobre sua permanência no cargo e o andamento dos processos que tramitam contra ele.