A REDAÇÃO

O rapper Oruam passou a ser considerado foragido da Justiça após o descumprimento de medidas judiciais e a revogação de um habeas corpus concedido anteriormente. O artista responde a um processo por disparo de arma de fogo em área residencial, caso que tramita na 2ª Vara do Foro de Santa Isabel, no interior de São Paulo.

De acordo com informações apuradas pela jornalista Fábia Oliveira, o episódio teria ocorrido durante uma festividade em Igaratá, na presença de outras pessoas. O disparo foi registrado em vídeo e publicado pelo próprio cantor nas redes sociais. O material foi posteriormente anexado aos autos do processo e passou a integrar a investigação conduzida pelo Ministério Público.

A situação jurídica de Oruam se agravou nesta semana, quando o Judiciário determinou a prisão preventiva do artista. A decisão foi tomada após o entendimento de que houve descumprimento reiterado das condições impostas para o uso da tornozeleira eletrônica. Com a revogação do habeas corpus concedido em 2025, o cantor passou a ser oficialmente considerado foragido.

Na quarta-feira, a juíza responsável pelo caso expediu uma carta precatória para que o réu fosse citado no Rio de Janeiro, onde reside. O documento estabelece prazo de dez dias para que a defesa apresente resposta à acusação criminal. No entanto, a dificuldade em localizar o artista pode atrasar o andamento do processo e comprometer o cumprimento dos prazos legais.

A defesa informou que Oruam não pretende se apresentar voluntariamente neste momento. Nos bastidores jurídicos, a avaliação é de que a ausência do réu pode prolongar a tramitação da ação, dificultar atos processuais e abrir espaço para novos desdobramentos antes de qualquer decisão definitiva da Justiça.