Da Redação
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), passa a ocupar um papel de destaque nas negociações dentro do Partido Social Democrático (PSD) para a definição do candidato da sigla à presidência da República em 2026. A movimentação ocorre em meio a um cenário sem definição clara e com outros nomes também na disputa interna pelo apoio da legenda.
Integrante de um grupo que inclui os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), Caiado vem ganhando relevância à medida que a direção do PSD, comandada por Gilberto Kassab, retarda a escolha formal de um candidato e estuda “soluções políticas” para o processo de definição.
Cenário interno sem definição
No momento, o PSD ainda não tomou uma decisão final sobre quem será o representante da legenda na corrida pelo Palácio do Planalto, segundo dirigentes ouvidos pela imprensa. Kassab tem buscado conduzir o processo por meio de consenso entre as alas do partido, evitando divisões internas que poderiam enfraquecer o desempenho eleitoral.
A indefinição tem aberto espaço para que Caiado — bem avaliado em setores do partido e com base política consolidada — ganhe protagonismo nas articulações e seja visto por aliados como um nome com potencial para representar o PSD na eleição presidencial.
Analistas políticos destacam que a vantagem de Caiado está associada à sua ampla capilaridade eleitoral e ao fato de ter um sucessor definido em Goiás, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), o que lhe permite focar mais na projeção nacional sem comprometer sua base regional.
Competição e estratégia partidária
Apesar de Caiado ocupar posição favorável nas articulações, a disputa interna também envolve Ratinho Júnior e Eduardo Leite, que mantêm perfis competitivos dentro do PSD e, em alguns cenários, são considerados nomes fortes para enfrentar lideranças de outros partidos. A estratégia de Kassab tem sido equilibrar essas forças para evitar rachas e fortalecer a legenda como um todo na corrida eleitoral.
O desfecho dessa disputa interna ainda depende de negociações e de como cada nome se posicionará nas próximas semanas, em um contexto político marcado pela aproximação da campanha formal e pela necessidade de consolidar alianças nacionais.






