Da Redação
Suzane von Richthofen, atualmente em regime aberto, pode retornar ao sistema prisional após ser formalmente acusada de furto de bens pertencentes ao espólio de seu tio, em meio a uma disputa judicial pelo patrimônio milionário deixado pelo médico aposentado Miguel Abdalla Netto.
O caso ganhou força depois que suas primas registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, relatando que Suzane teria retirado da casa do tio — morto em janeiro em circunstâncias ainda investigadas — itens como um veículo, móveis, eletrodomésticos, documentos e dinheiro sem autorização judicial.
Disputa sucessória e acusações
O conflito envolve não apenas a posse dos bens, estimados em cerca de R$ 5 milhões, mas também a definição de quem será a inventariante responsável pelo inventário na Justiça. Suzane alega ser a parente mais próxima do médico, enquanto a outra parte disputa esse direito alegando ter mantido uma união estável com o falecido por cerca de 14 anos.
Segundo o boletim, Suzane teria admitido nos autos do inventário que entrou na residência após a morte do tio e retirou alguns itens. Em defesa, afirma que tomou as providências para proteger o patrimônio que acredita ter direito no futuro.
Risco de regressão de regime
A acusação de furto ou apropriação indébita pode ter impactos diretos sobre sua situação penal. O regime aberto exige que o beneficiário não cometa novos crimes, e uma condenação por furto poderia levar à revogação dessa condição, determinando seu retorno a um regime mais restritivo — semiaberto ou fechado — para cumprir o restante da pena de 39 anos imposta pelo assassinato dos próprios pais, em 2002.
A investigação ainda está em andamento no 27º Distrito Policial (Campo Belo), e as autoridades não divulgaram oficialmente se Suzane já foi indiciada ou se haverá medidas cautelares adicionais enquanto o processo corre.
Contexto familiar e legal
A batalha pela herança reacende antigas controvérsias envolvendo Suzane e o patrimônio de parentes. Há anos, familiares de Miguel Abdalla Netto questionam sua participação na divisão do espólio, enquanto a Justiça analisa agora tanto as questões sucessórias como a acusação criminal no caso dos supostos bens subtraídos.






