Da Redação

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na terça-feira (3), as investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo as autoridades, um adolescente foi identificado como o principal responsável pelo crime, e a corporação solicitou à Justiça a internação do jovem, medida similar à prisão no sistema de adultos, devido à gravidade do caso.

Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, sofrendo uma pancada contundente na cabeça — possivelmente causada por chute ou por um objeto rígido — e, apesar de ter sido socorrido por moradores, acabou morrendo em uma clínica veterinária no dia seguinte.

Segundo a investigação, o adolescente chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar após o crime, mas retornou ao Brasil antecipadamente a pedido dos investigadores para prestar depoimento. A polícia analisou imagens de câmeras de segurança, vestimentas e depoimentos para apontar o suspeito.

Além disso, três adultos foram indiciados pelo crime de coação a testemunhas, após tentativas de influenciar o depoimento de pessoas ligadas ao caso, segundo a Polícia Civil.

A defesa do adolescente declarou que as informações divulgadas até agora se baseiam em “elementos circunstanciais” e que não há provas definitivas que justifiquem conclusões conclusivas sobre a culpa do jovem, além de afirmar que a investigação estaria politizada.

Paralelamente, a polícia também apurou outro episódio envolvendo um segundo cachorro comunitário, chamado Caramelo, que foi agredido dias depois no mesmo local, mas sobreviveu ao ataque. No caso dele, relatos apontam quatro adolescentes envolvidos, em investigação distinta da morte de Orelha.

As apurações agora seguem para o Ministério Público e o Judiciário, que devem decidir sobre a internação do jovem e demais medidas judiciais relacionadas ao caso.