Da Redação
Em uma decisão proferida na última terça-feira (3), o juiz Fábio Vinícius Gorni Borsato, da comarca de Goiânia (GO), determinou a revogação da prisão preventiva de Bruna Cristine Menezes de Castro, de 36 anos — mais conhecida como “Barbie do Crime” — e de sua mãe, **Cristiane Lopes Menezes — que haviam sido detidas no dia 30 de janeiro como parte de um processo criminal no estado.
Segundo o magistrado, não havia mais motivos para manter as duas em regime fechado depois que elas foram localizadas, compareceram regularmente aos atos do processo e mostraram endereço fixo, pontos levantados pela defesa como prova de que não há risco de obstrução da Justiça.
A detenção havia sido decretada após o Ministério Público argumentar que as acusadas não foram encontradas nos endereços indicados nos autos e tampouco haviam constituído advogado, o que, na visão do MP, poderia atrapalhar o andamento das investigações.
A defesa, no entanto, sustentou que a prisão preventiva era desproporcional ao suposto crime de estelionato, ressaltando que Bruna foi detida em sua própria casa, onde estava com seus três filhos menores, e que isso demonstra sua intenção de colaborar com o processo.
Outro fator considerado na decisão foi o depósito judicial de R$ 3,5 mil, valor que a acusada afirma corresponder ao dano causado à vítima principal do golpe em questão — o que, segundo a defesa, evidencia boa-fé no andamento do processo.
Bruna Cristine, apelidada de “Barbie do Crime”, é investigada por diversos casos de estelionato que remontam a 2011, envolvendo supostos golpes aplicados por meio de redes sociais, como vendas de produtos importados que não eram entregues aos compradores. As investigações apontam que ela teria lesado mais de 100 vítimas em diferentes estados brasileiros, incluindo Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Ela já havia sido condenada anteriormente por estelionato, com pena de um ano e três meses de reclusão e multa, mas teve sua pena convertida em medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários e prestação pecuniária.
Com a revogação da prisão preventiva, Bruna e sua mãe voltam à condição de investigadas em liberdade enquanto o processo segue tramitando na Justiça.






