Da Redação

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decretou nesta terça-feira (3) a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar a liminar que permitia que ele respondesse ao processo em liberdade com medidas cautelares.

A decisão foi assinada pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que concordou com o entendimento do ministro Joel Ilan Paciornik, relator do caso no STJ. A determinação ocorre após constatações de que Oruam teria descumprido repetidamente as medidas impostas quando estava solto, como a obrigação de manter a tornozeleira eletrônica carregada e funcionando de forma adequada.

Relatórios oficiais indicaram diversas falhas no monitoramento eletrônico, incluindo períodos em que o equipamento ficou sem carga ou sem localização precisa, o que, segundo o relator do STJ, compromete o controle da Justiça sobre seus deslocamentos.

O habeas corpus que havia garantido a liberdade do cantor com restrições foi revogado nesta segunda-feira por considerar que a conduta dele apresentava risco à ordem pública e à efetividade do processo penal. Com isso, as autoridades expediram novo mandado de prisão preventiva para que Oruam seja recolhido a uma unidade prisional.

Oruam responde a um processo que inclui acusações graves, entre elas crimes como tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato e lesões, além de investigação por ataques contra policiais civis durante uma operação no Rio de Janeiro em julho de 2025.

A prisão preventiva agora decretada marca um novo capítulo no caso judicial do artista, que já havia sido protagonista de episódios anteriores envolvendo medidas cautelares e liberdade provisória concedida e posteriormente revertida pelos tribunais superiores.