Da Redação
Na sexta-feira (30), a perícia técnico-científica localizou o telefone celular de Daiane Alves Souza, corretora de imóveis que foi morta em Caldas Novas (GO), dentro da tubulação de esgoto de um condomínio onde ela residia. O aparelho estava submerso desde 17 de dezembro, data em que Daiane desapareceu, e agora será analisado para tentar recuperar informações que ajudem a esclarecer os últimos momentos de sua vida e os eventos que culminaram no crime.
A descoberta do telefone ocorre no contexto da reconstituição do caso, feita com base em balística e outras diligências. Para investigadores, o fato de o celular ter sido jogado num ponto de difícil acesso indica que alguém pode ter tentado esconder evidências digitais logo após o homicídio, quadro que coloca sob suspeita e tensiona versões iniciais sobre o que teria acontecido no subsolo do prédio.
Isso também questiona a narrativa apresentada pelo síndico, que já confessou participação no crime, de que tudo se resumiu a uma discussão no subsolo — o descarte do telefone em uma caixa de esgoto reforça a possibilidade de fraude processual e ocultação de provas.
O aparelho será submetido a perícias técnicas de alta complexidade, mesmo após semanas submerso, para tentar recuperar arquivos como vídeos, áudios, mensagens ou metadados de localização — dados que poderiam apontar para a dinâmica da morte de Daiane e confirmar se ela foi atraída propositalmente ao local do crime.
Antes de desaparecer, Daiane tinha registrado conflitos com o síndico e até boletins de ocorrência por perseguição, e familiares relatam que ela costumava gravar confrontos e irregularidades no condomínio. Isso aumenta a expectativa de que o conteúdo do celular possa revelar detalhes cruciais.
A investigação continua em andamento, com laudos e análises ainda pendentes, mas a localização do telefone no esgoto já é vista como um ponto de virada na apuração do caso que chocou Caldas Novas.






