Da Redação
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a fazer declarações explosivas ao afirmar que, se a França se envolvesse em um conflito direto contra Moscou, o país europeu não apenas enfrentaria derrotas, mas também poderia “desaparecer da geografia mundial”, uma forma de dizer que sofreria destruição severa em um hipotético confronto militar.
A fala do líder russo, parte de uma postura cada vez mais agressiva em relação às potências ocidentais, soou como um aviso direto à União Europeia e à França em particular, países que têm apoiado a Ucrânia contra a invasão russa iniciada em 2022. Essas observações elevaram o alarme entre diplomatas em Washington e Paris, aumentando temores sobre a possibilidade de uma escalada militar entre nações nucleares.
Putin tem repetidamente criticado a participação europeia — inclusive de Paris — no apoio à Ucrânia e à Otan, acusando o Ocidente de fomentar tensões e pressionar a Rússia em múltiplos frontes. Ao mesmo tempo, ele reafirma que a Rússia está fortemente preparada militarmente e que qualquer tentativa de confronto direto com potências europeias seria recebida com força contundente.
A retórica russa ocorre em meio a uma série de declarações semelhantes em que Putin adverte sobre consequências catastróficas caso os países ocidentais insistam em uma mobilização militar maior ou em uma confrontação direta com Moscou — inclusive levantando a possibilidade de uso de armas nucleares como parte da estratégia de dissuasão.
A França e seus aliados europeus, por sua vez, têm respondido com firmeza política, reafirmando seu compromisso com a defesa da Ucrânia e a segurança coletiva da Europa, mesmo diante das provocações russas. Líderes como o presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizaram a importância de fortalecer a autonomia de defesa europeia frente às ameaças externas, em especial de Moscou.
Esse cenário de declarações beligerantes e advertências mútuas entre Rússia e países ocidentais alimenta um clima de alto risco geopolítico, com analistas alertando para o potencial de crises diplomáticas que podem afetar a estabilidade internacional caso não sejam canalizadas por meio de negociações e canais de diálogo.






