Da Redação
[A Justiça goiana confirmou nesta quinta-feira (29) a continuação da prisão temporária de um homem e de seu filho, ambos investigados pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, cujo corpo foi encontrado depois de mais de um mês desaparecida em Caldas Novas. A decisão foi proferida durante uma audiência de custódia e reforça a necessidade de aprofundar as investigações sobre o caso.
Os dois suspeitos, identificados como Cléber Rosa de Oliveira e seu filho Maicon Douglas Souza de Oliveira, permanecem detidos sob a suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. A juíza responsável pela decisão levou em conta indícios que ligam o pai ao crime e características que podem dificultar o andamento das apurações — entre elas, um histórico de conflitos entre Cléber e a vítima.
No caso de Maicon, a suspeita é de que ele tenha auxiliado o pai após o crime e tentado interferir nas investigações, especialmente por meio de provas digitais. Segundo a magistrada, a manutenção das prisões é essencial para evitar qualquer tentativa de obstrução ou fuga dos investigados, além de permitir interrogatórios e diligências complementares.
Durante o processo, a Justiça também autorizou mandados de busca e apreensão em diversos endereços relacionados aos investigados e a terceiros, além da quebra de sigilo de dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos, incluindo informações em nuvem e backups que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
O caso ganhou grande repercussão após o corpo de Daiane ser encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, mais de um mês depois de ela ter sido vista pela última vez. A investigação aponta que a morte pode ter ocorrido dentro do condomínio onde a corretora morava e onde o pai suspeito exercia a função de síndico do prédio.
A apuração segue em sigilo, e todas as medidas detidas pela Justiça visam descobrir a sequência de fatos que levaram ao assassinato, além de identificar eventuais outros envolvidos e reunir provas suficientes para uma denúncia formal.






