Da Redação
Um casal na província de Aceh, no noroeste da Indonésia, passou por uma punição pública extrema na quinta-feira (29) depois de ser considerado culpado por manter relações sexuais fora do casamento e consumir álcool, práticas proibidas sob a interpretação local da lei islâmica (Sharia).
Sob essa legislação, a combinação dessas duas condutas resultou em um total de 140 chibatadas para cada um — 100 por sexo antes do matrimônio e mais 40 por ingestão de bebida alcoólica. As punições foram aplicadas em praça pública, com dezenas de pessoas assistindo enquanto os agentes usavam um bastão de rattan para administrar os golpes nas costas dos dois.
Durante o processo, a mulher desmaiou devido à dor intensa e foi retirada por equipes de socorro para atendimento médico após perder os sentidos.
Aceh é a única província da Indonésia com autonomia para aplicar a Sharia de forma oficial, e punições corporais públicas, como açoites, são usadas para diversos comportamentos considerados imorais na região, incluindo relações sexuais entre solteiros, consumo de álcool e até jogos de azar.
No mesmo evento, outras pessoas também foram punidas por violar normas religiosas locais — entre elas um policial da Sharia e sua parceira, cada um recebendo 23 chibatadas por estarem juntos em um local privado. Autoridades afirmaram que não fazem exceções, nem mesmo para membros das próprias forças encarregadas de aplicar a lei.
Grupos de direitos humanos têm criticado duramente esses castigos, classificando-os como cruéis e desumanos, enquanto defensores locais sustentam que as medidas refletem os valores religiosos e culturais da população de Aceh.






