A REDAÇÃO

A nova adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes, clássico de Emily Brontë, dirigida por Emerald Fennell, chega aos cinemas em fevereiro de 2026 com a proposta de tensionar o romance ao extremo. Estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, o filme promete um melodrama intenso, visualmente exagerado e emocionalmente radical, alinhado à filmografia da diretora de Bela Vingança e Saltburn.

Como parte da divulgação do projeto, Fennell selecionou uma lista de obras que influenciaram sua leitura do romance e ajudaram a moldar o tom da adaptação. A curadoria foi apresentada ao British Film Institute (BFI) e reúne filmes que retratam o amor em situações-limite, marcadas por obsessão, desejo, tragédia e transgressão.

A seguir, cinco filmes recomendados por Emerald Fennell para quem deseja se preparar para sua versão de O Morro dos Ventos Uivantes.

Neste Mundo e no Outro (1946)

Dirigido por Michael Powell e Emeric Pressburger, o filme combina romance e fantasia ao acompanhar um piloto que deveria ter morrido na guerra, mas sobrevive por um erro “burocrático” celestial. A obra trata o amor como força capaz de desafiar regras cósmicas, em uma narrativa visualmente ambiciosa e emocionalmente elevada — uma referência clara ao romantismo exacerbado que Fennell promete explorar.

Longe Deste Insensato Mundo (1967)

A adaptação do romance de Thomas Hardy, dirigida por John Schlesinger, apresenta uma protagonista cercada por paixões conflitantes em meio a paisagens arrebatadoras. O filme se destaca pelo uso expressivo do figurino, pela sensualidade contida e pela atmosfera dramática, elementos que dialogam diretamente com a abordagem estética anunciada para O Morro dos Ventos Uivantes.

Drácula de Bram Stoker (1992)

O terror gótico de Francis Ford Coppola surge como uma das principais influências visuais e emocionais citadas por Fennell. Com figurinos extravagantes, intensidade operística e uma abordagem romântica do horror, o filme trata o amor como obsessão eterna — um sentimento que atravessa o tempo, a morte e a razão.

Romeu + Julieta (1996)

A releitura moderna de Baz Luhrmann para a tragédia de Shakespeare é apontada por Fennell como um exemplo de como uma adaptação pode romper com convenções. O filme combina linguagem clássica com estética contemporânea, ritmo acelerado e emoção à flor da pele, servindo como referência para uma narrativa apaixonada e iconoclasta.

A Criada (2016)

Dirigido por Park Chan-wook, o longa é citado por Fennell como uma adaptação exemplar de uma obra literária. O filme constrói sua história de amor e manipulação em camadas, misturando erotismo, suspense e crítica social. A complexidade emocional e o jogo de poder entre os personagens refletem o tipo de romance inquietante que a diretora busca imprimir em sua versão do clássico de Brontë.

O que esperar de O Morro dos Ventos Uivantes?

Ambientada na região de Yorkshire, a história acompanha a relação conturbada entre Heathcliff e Catherine Earnshaw, marcada por paixão, ressentimento e destruição. Narrada a partir das memórias da governanta Nelly Dean, a trama atravessa gerações e revela como o amor pode se transformar em obsessão e vingança.

A nova adaptação dirigida por Emerald Fennell estreia nos cinemas em 12 de fevereiro de 2026 e promete revisitar o clássico com uma abordagem mais radical, emocionalmente intensa e visualmente ousada, alinhada às referências que colocam o romance “sob pressão”.