Da Redação

A recente pré-venda de ingressos para os shows de Harry Styles em São Paulo desencadeou uma onda de reclamações nas redes sociais e motivou pedidos formais de investigação por parte de parlamentares. Fãs que tentaram garantir entradas presencialmente relataram suspeitas de que cambistas tenham conseguido lotes de ingressos logo no início da comercialização, enquanto consumidores comuns ficaram sem conseguir comprar.

A pré-venda começou na última segunda-feira (26), com vendas online iniciadas às **11h pelo site da Ticketmaster e, uma hora depois, atendimento presencial na bilheteria do Shopping SP Market, na zona sul de São Paulo. Contudo, relatos de pessoas na fila — inclusive de quem estava no início dela — dizem que os ingressos esgotaram rapidamente, e vídeos circularam mostrando indivíduos aparentemente com vários bilhetes em mãos, reforçando as queixas de favorecimento a cambistas.

Diante da repercussão, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou ofícios ao Senacon (Serviço Nacional de Apoio ao Consumidor) e ao Procon pedindo a apuração do que classificou como “esgotamento irregular” e indicativos de ação de cambistas na venda dos ingressos. Paralelamente, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP) afirmou que também acionará o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para investigar o caso, destacando que a chamada “máfia dos ingressos” prejudica o público e favorece uma indústria que lucra com a especulação.

Os shows de Harry Styles estão marcados para os dias 17 e 18 de julho de 2026, no Estádio MorumBIS, como parte da turnê Together, Together, e a venda de ingressos segue nos próximos dias — com mais etapas de pré-venda exclusivas para clientes de categorias específicas do banco Santander e, em seguida, abertura ao público geral.

Até o momento, a Ticketmaster ainda não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias.