Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana a criação do chamado Conselho de Paz para Gaza (Board of Peace), uma nova instância internacional voltada à mediação política e à reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito. O lançamento ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e foi divulgado por veículos internacionais e pela CNN Brasil.
Segundo o estatuto apresentado, Trump assume a presidência do conselho na condição de chairman, com poder de veto e autoridade para indicar membros, concentrando atribuições centrais na condução do órgão. A proposta não conta, até o momento, com reconhecimento formal de organismos multilaterais tradicionais, como a Organização das Nações Unidas.
Taxa bilionária para assentos permanentes
O documento do Conselho de Paz prevê que países interessados em ocupar assentos permanentes deverão contribuir com uma taxa de US$ 1 bilhão. De acordo com a proposta, os recursos seriam destinados a projetos de estabilização, reconstrução e segurança em Gaza. Outros países poderiam participar como membros não permanentes, em condições distintas.
A exigência financeira e o modelo de governança adotado têm gerado críticas de diplomatas e analistas internacionais, que apontam riscos de exclusão e desequilíbrio na representação global.
Adesão limitada e cautela diplomática
Até o momento, a adesão ao Conselho de Paz tem sido limitada. Alguns países já manifestaram resistência à iniciativa, enquanto outros seguem avaliando a proposta. Não há confirmação oficial sobre o número total de líderes convidados nem sobre a lista completa de países que aceitaram ou recusaram o convite.
Governos como Brasil, China e Reino Unido ainda não se pronunciaram formalmente sobre a participação, mantendo postura de cautela diante do novo organismo.
Questionamentos sobre legitimidade
Especialistas em relações internacionais destacam que a concentração de poder prevista no estatuto do conselho contrasta com princípios tradicionais de governança multilateral, como a rotatividade de liderança e a tomada coletiva de decisões. Além disso, a ausência de respaldo institucional levanta dúvidas sobre a efetividade prática da iniciativa no cenário diplomático global.
O anúncio do Conselho de Paz ocorre em meio à continuidade das tensões no Oriente Médio e ao debate internacional sobre soluções políticas e humanitárias para Gaza. Ainda não há previsão para a realização da primeira reunião oficial do órgão nem definição clara sobre seu papel em negocções futuras.






