Da Redação
Os dados mais recentes da Polícia Penal de Goiás revelam uma mudança radical no cenário dos presídios do estado nos últimos sete anos: a quantidade de celulares apreendidos entre 2018 e 2025 caiu quase 100%, passando de 6.192 aparelhos para apenas 28 no ano passado — uma queda de 99,5% nesse período.
Segundo a corporação, essa transformação faz parte de um conjunto de medidas estruturais que vêm sendo implementadas para elevar o controle interno das unidades prisionais e reduzir riscos à segurança. Entre essas ações, destacam-se procedimentos revisados e novas tecnologias de vigilância.
Uma mudança importante é a instalação de scanners corporais em todas as 85 unidades prisionais sob gestão estadual, ferramentas semelhantes às usadas em aeroportos que permitem revistas eficazes de visitantes, servidores e materiais sem contato físico. Esse investimento, de cerca de R$ 22,9 milhões em cinco anos, tem papel central na redução de itens ilícitos que entram nas celas.
Dos 28 aparelhos confiscados em 2025, 17 foram interceptados antes mesmo de chegarem aos detentos, durante tentativas de entrada por meio de drones, visitantes ou arremessos. Para o diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires, esses resultados refletem não apenas números estatísticos, mas impactos reais na rotina das unidades e na percepção de segurança da população.
Outros índices também acompanharam a tendência de queda. O número de visitantes detidos ao tentar entrar com celulares ou drogas despencou de 350 casos em 2018 para apenas dois em 2025 — uma redução de 99,4% — o que demonstra que a diminuição de um tipo de ilícito contribui para a queda de outros.
Esses avanços no sistema prisional goiano ocorrem em meio a um esforço mais amplo de melhoria dos indicadores de segurança no estado, com investimentos em infraestrutura, treinamento e reforço de efetivo da Polícia Penal, além da criação de novas vagas nas unidades.






