HDT fortalece cuidado materno-infantil na eliminação da transmissão vertical do HIV

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) reforça seu papel como hospital de referência no cuidado integral a gestantes, crianças e jovens que vivem com HIV, em consonância com o marco histórico alcançado pelo Brasil: a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública.

A unidade do Governo de Goiás gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG) tornou-se o primeiro da América do Sul — e o maior no mundo — a alcançar esse resultado, reconhecido oficialmente pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).

O hospital desenvolve, há 24 anos, um trabalho contínuo e humanizado por meio do programa Prevenir para a Vida, alinhado às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e às estratégias nacionais de enfrentamento ao HIV, com foco especial na prevenção da transmissão vertical — de mãe para filho.

No HDT, mulheres que recebem o diagnóstico de HIV durante a gestação encontram mais do que tratamento medicamentoso. O atendimento é baseado no acolhimento, na escuta qualificada e na informação segura, com suporte emocional e social que fortalece a adesão ao tratamento antirretroviral — fator decisivo para impedir a transmissão do vírus durante a gestação, o parto e o período pós-parto.

Frentes essenciais

Fachada do Hospital HDT
Hospital desenvolve programa Prevenir para a Vida há 24 anos (Foto: SES-GO)

O Prevenir para a Vida atua de forma integrada em três frentes essenciais para a eliminação da transmissão vertical: acompanhamento de gestantes vivendo com HIV; cuidado de crianças expostas ou que vivem com o vírus; e seguimento contínuo de adolescentes e jovens adultos até os 24 anos.

Atualmente, o programa acompanha cerca de 323 crianças, entre expostas ao HIV e vivendo com o vírus, além de 36 gestantes, 27 adolescentes e 132 jovens adultos. O cuidado é realizado por equipe multiprofissional composta por psicólogos, assistente social, auxiliar administrativa e outros profissionais que atuam de forma articulada.

A eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública reforça a importância de um cuidado contínuo e integral, que não se encerra no parto. No HDT, o acompanhamento se estende ao período pós-parto, etapa decisiva para consolidar os avanços na prevenção da transmissão do vírus de mãe para filho.

Como a amamentação não é recomendada para mães vivendo com HIV, o hospital orienta as famílias sobre alternativas seguras e complementa o cuidado com a distribuição de fórmulas infantis.

O Ministério da Saúde garante o fornecimento até os nove meses e 28 dias da criança; após esse período, o programa conta com o apoio de doações e campanhas solidárias para assegurar a continuidade da assistência às famílias em situação de maior vulnerabilidade social.

A iniciativa conta com o apoio de servidores, doadores e parceiros institucionais, além de campanhas permanentes da equipe. Ainda assim, conforme explica Carla Simone da Silva, coordenadora psicossocial do programa, há períodos em que o estoque de fórmulas fica no limite.

“Para muitos bebês, a fórmula é a única alimentação segura, o que exige uma triagem criteriosa e priorização das famílias em maior vulnerabilidade”, destaca.

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Fonte: Agência Cora