Da Redação

Nesta segunda-feira (19), o mercado financeiro brasileiro revisou novamente suas expectativas de inflação para 2026, apontando que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar o ano em 4,02%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central — uma leve redução em relação às projeções das semanas anteriores. 

O que mudou nas projeções

A mediana das previsões dos analistas financeiros caiu de 4,05% para 4,02% para o IPCA de 2026, em comparação com as estimativas da semana passada, e também ficou abaixo dos 4,06% projetados há um mês. Se esse número se confirmar, a inflação ficará dentro do intervalo de tolerância estipulado na meta oficial (entre 1,5% e 4,5%). 

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação se mantiveram estáveis: 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028, sem alterações por 11 semanas consecutivas. 

Cenário econômico complementar

Além dos números de inflação, o Boletim Focus também indica que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer cerca de 1,80% em 2026, a mesma projeção das semanas anteriores — sinalizando uma manutenção das expectativas de expansão econômica moderada. 

Quanto à taxa básica de juros (Selic), o mercado prevê que ela termine 2026 em 12,25% ao ano, patamar mantido há semanas, considerado parte da estratégia para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 15%, o maior nível desde meados de 2006. 

O que isso significa para a economia

A revisão para baixo nas previsões de inflação pode ser entendida como um sinal de que analistas esperam pressões menores sobre os preços ao consumidor neste ano, mantendo o Brasil dentro da faixa considerada aceitável pelo regime de metas. No entanto, o nível ainda acima de 4% reforça a ideia de que o controle de preços segue um desafio, especialmente em um cenário de juros elevados e crescimento econômico modesto. 

Se quiser, posso explicar como essa projeção influencia o seu bolso (juros, crédito, investimentos) ou comparar a projeção de 2026 com os resultados de anos anteriores.