Da Redação
Antes de desaparecer sem deixar vestígios no fim do ano passado, a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, já vinha enfrent um longo histórico de conflitos no condomínio onde morava em Caldas Novas (GO). Relatos e documentos mostram que, meses antes do desaparecimento, ela havia registrado ocorrência policial contra o síndico, acusando-o de perseguição, restrições de acesso a áreas comuns e até agressão física em meio às desavenças com a administração do prédio.
Segundo o boletim de ocorrência prestado em agosto de 2025, Daiane alegou que, desde o início daquele ano, o síndico teria criado obstáculos ao seu trabalho e à sua rotina no condomínio — incluindo impedir o uso de lavanderia, áreas de lazer e até negar a chave do apartamento da mãe dela. Além disso, ela relatou uma discussão em que afirma ter levado um soco e uma cotovelada, sem revidar fisicamente.
Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil no decorrer das investigações, no entanto, apresentaram versões diferentes da confusão. Um morador afirmou ter ouvido gritos e visto Daiane alterada na recepção, tentando forçar uma porta, enquanto as imagens de segurança não mostraram agressões físicas por parte do síndico durante o episódio.
Os conflitos não foram isolados: em uma assembleia realizada no ano passado, 52 dos 58 condôminos votaram pela expulsão de Daiane do prédio, reflexo do clima tenso entre ela e os demais moradores e funcionários.
O desaparecimento aconteceu em 17 de dezembro de 2025, quando Daiane desceu ao subsolo do edifício para verificar um problema na energia elétrica do seu apartamento — cujo fornecimento estava cortado — e nunca mais foi vista. Câmeras registraram apenas o trajeto até o subsolo; não há imagens dela deixando o condomínio ou saindo pela garagem principal.
A Delegacia de Homicídios de Caldas Novas investiga o caso, mas diversas hipóteses ainda são consideradas, e familiares, autoridades e moradores aguardam respostas sobre o que realmente aconteceu com a corretora.






