Da Redação

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), e o vice-governador Daniel Vilela (MDB) vêm sendo cada vez mais associados publicamente enquanto movimentam suas peças no tabuleiro político em direção às eleições de 2026. O objetivo da estratégia é fortalecer a imagem do vice como sucessor natural, aproveitando a alta aprovação de Caiado entre eleitores goianos — avaliada em cerca de 80%. 

Apesar do otimismo nos bastidores governistas, especialistas ouvidos pelo jornal O Hoje alertam que essa integração de imagens não se traduz automaticamente em votos. A chamada “transferência automática” — isto é, eleitores que apoiam Caiado no governo votando em Daniel no pleito seguinte — não é algo garantido e depende de diversos fatores políticos e de campanha. 

Segundo analistas políticos, a presença física e o papel desempenhado por Caiado ao longo da campanha serão determinantes. Caso o governador se ausente do estado — por exemplo, se dedicar à própria campanha presidencial ou a outra disputa — o vice-governador poderá enfrentar dificuldades para consolidar sua própria identidade eleitoral sem estar acompanhado estrategicamente. 

Além disso, especialistas destacam que viver apenas “à sombra” de um padrinho político forte pode ser um desafio. Em um cenário competitivo em Goiás, candidatos como Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) também estão presentes nas projeções, e podem capitalizar eleitores que buscam alternativas com discursos próprios. 

Um ponto consensual entre os analistas é que, embora uma avaliação de governo positiva — como a de Caiado — favoreça aliados nas urnas, a decisão de voto permanece multifatorial: envolve campanha, posicionamentos partidários, debates e percepção pública de propostas. Dessa forma, a transferência de votos dependerá mais da capacidade de construção de imagem de Daniel Vilela como candidato autônomo do que apenas da popularidade de seu mentor político.