Da Redação

Aos 51 anos, a professora Elaine Cristina diz que nunca recebeu um pedido de condolências do influenciador Pablo Marçal ou de sua equipe após a morte do marido, ocorrida em junho de 2023 em um estúdio usado pelo empresário na região metropolitana de São Paulo. 

Elaine relata que o marido, o técnico de audiovisual Celso Guimarães Silva, sofreu um acidente grave ao sofrer uma descarga elétrica e cair de quase quatro metros de altura dentro do espaço, que, segundo investigação da Polícia Civil, tinha fiação exposta e condições inseguras para trabalho sem equipamentos de proteção adequados. Ele morreu dois dias depois do ocorrido. 

Mesmo após mais de dois anos, a família não recebeu nenhuma nota de pesar, ligação ou mensagem de solidariedade por parte de Marçal ou seus representantes. Para Elaine, mais do que compensação financeira, o gesto seria um reconhecimento moral da responsabilidade e do sofrimento que enfrentou desde então. 

O caso acabou se transformando em uma disputa judicial: em abril, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou que a empresa ligada ao influenciador pague cerca de R$ 2 milhões em indenização, valor que foi majorado para R$ 2,4 milhões após recurso negado. A defesa de Marçal ainda tenta reverter a decisão. 

Elaine descreve o processo como emocionalmente desgastante e critica o que chama de estratégia de “protelar” o encerramento da ação, chamando a postura de Marçal de egoísta e insensível. 

O técnico Celso trabalhava há quase duas décadas no setor audiovisual e participou de produções conhecidas, e a ausência de um gesto simples de empatia, segundo a esposa, agrava ainda mais a dor da perda.