Da Redação

A cidade turística de Caldas Novas (GO) vive um momento de crescente insatisfação e preocupação com o funcionamento da gestão pública e do sistema de saúde local, segundo lideranças políticas e moradores. A deputada federal Magda Mofatto fez duras críticas à administração municipal, apontando falhas estruturais, atrasos e uso inadequado de recursos públicos que estariam afetando tanto o bem-estar da população quanto a economia baseada no turismo. 

De acordo com a parlamentar, o acúmulo de lixo nas ruas, áreas abandonadas e a demora em ações básicas de limpeza urbana só começaram a receber atenção depois de intensa pressão popular. Moradores e comerciantes reclamam que problemas visíveis no dia a dia da cidade indicam falta de planejamento e organização por parte da prefeitura. 

A crise na área de saúde pública, que se agravou com o aumento de casos de dengue e chikungunya, é um dos principais focos de preocupação. Hospitais e unidades de saúde estariam enfrentando sobrecarga de pacientes, falta de medicamentos e atendimento precário, o que prejudica tanto residentes quanto turistas que dependem de serviços adequados de saúde. 

Magda Mofatto também denunciou o que classificou como mau uso de verbas federais destinadas à saúde. Ela afirmou que recursos enviados para a compra de um equipamento de tomografia e para a reforma de uma unidade básica de saúde nunca foram aplicados, e que o Ministério Público já acompanha os casos possíveis de desvio ou irregularidade. 

Outro ponto de conflito levantado pela deputada foi a proposta da prefeitura de cobrar taxa de entrada para visitantes da cidade turística, algo que, segundo ela, seria inadequado num momento de crise e poderia afastar ainda mais turistas, principais geradores de renda local. 

Em resposta à pressão e ao aumento de casos de arboviroses, a prefeitura declarou estado de emergência em saúde pública, autorizando ações emergenciais para combater a proliferação do mosquito transmissor e reforçar o atendimento nas unidades de saúde. Entre as medidas previstas estão a contratação temporária de pessoal, aquisição imediata de insumos e intensificação de campanhas de prevenção, além do envolvimento da comunidade na eliminação de criadouros. 

A situação tem mobilizado diferentes setores — incluindo a população, o setor produtivo e representantes políticos — em busca de soluções rápidas para uma crise que envolve, simultaneamente, gestão, saúde e imagem da cidade enquanto destino turístico.