Da Redação
Servidores que atuam na rede de saúde pública de Goiânia estão se organizando para deliberar sobre uma possível paralisação das atividades, em meio a uma crescente insatisfação com a administração municipal e a sensação de que reivindicações antigas têm sido ignoradas.
O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (SindSaúde) convocou uma assembleia marcada para o dia 20 de janeiro, na Câmara Municipal, para votar um indicativo de greve. Segundo a entidade, a mobilização quer pressionar por melhores condições de trabalho, valorização profissional e respeito às demandas da categoria, que dizem estar sendo deixadas de lado pela gestão.
Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão:
- Revisão e progressão no plano de carreira, com incorporação de categorias como agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e administrativos;
- Reajuste e garantia no pagamento de benefícios, como vale-alimentação;
- Melhoria das condições de trabalho nas unidades de saúde, incluindo segurança;
- Realização de concursos públicos e pagamento de retroativos, como o quinquênio;
- Regularização dos salários de profissionais credenciados, que enfrentam atrasos e defasagens.
Essa movimentação ocorre em um contexto de tensão mais amplo na saúde municipal, após médicos credenciados terem paralisado atendimentos em 13 de janeiro, criticando mudanças em um edital que reduziria honorários e aumentaria responsabilidades profissionais sem contrapartidas adequadas.
A expectativa dos servidores é que a assembleia da próxima semana sirva para dar mais força à pressão por respostas concretas da prefeitura, especialmente em um momento em que as categorias expressam frustração com promessas que não se transformaram em ações efetivas no cotidiano de trabalho.






