Da Redação
A madrugada desta segunda-feira (12) começou com tensão no transporte coletivo da capital. Motoristas vinculados à empresa Rápido Araguaia cruzaram os braços e bloquearam o Terminal Padre Pelágio, impedindo a saída dos ônibus e afetando diretamente a circulação na Região Metropolitana de Goiânia.
O ato foi motivado pelo não pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro. Desde as primeiras horas do dia, trabalhadores se concentraram na garagem do terminal como forma de pressão, alegando revolta diante da falta de uma data concreta para receber os valores devidos. A paralisação comprometeu linhas importantes e pegou passageiros de surpresa logo no início da semana.
Diante do impasse, a Justiça do Trabalho foi acionada e intimou a empresa a prestar esclarecimentos sobre o atraso. O Ministério Público do Trabalho também passou a acompanhar o caso, diante do impacto social causado pela interrupção parcial do serviço.
Em comunicado interno, a Rápido Araguaia atribuiu a dificuldade financeira a atrasos nos repasses das chamadas tarifas técnicas por parte de prefeituras da Região Metropolitana, como Goiânia e Aparecida de Goiânia. Segundo a empresa, recursos recebidos recentemente teriam sido direcionados ao pagamento do 13º salário e de benefícios natalinos, sem cobrir integralmente a folha mensal.
Enquanto isso, motoristas afirmam que o clima é de incerteza e desgaste. Sem garantia de quando o pagamento será regularizado, a categoria mantém o protesto como forma de cobrar uma solução imediata, em meio a mais um episódio que expõe fragilidades no sistema de transporte coletivo da capital.






