Da Redação
A União Europeia deu um passo decisivo ao aprovar politicamente o acordo comercial firmado com o Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A decisão representa o avanço mais concreto desde que as negociações foram concluídas, ainda em 2019, e sinaliza uma tentativa de destravar um dos maiores tratados comerciais do mundo.
O entendimento prevê a redução ou eliminação de tarifas de importação entre os dois blocos, ampliando o acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu, especialmente do agronegócio. Em contrapartida, países do Mercosul devem abrir mais espaço para bens industriais e serviços europeus, como automóveis, medicamentos e tecnologias.
Apesar do aval político, o acordo ainda precisa passar por etapas formais para entrar em vigor. Entre elas estão a análise jurídica do texto, a tradução para os idiomas oficiais da União Europeia e a aprovação pelos parlamentos nacionais dos países membros, além do Parlamento Europeu. Esse processo pode levar anos e ainda enfrenta resistências, sobretudo de nações europeias preocupadas com impactos ambientais e concorrência agrícola.
O governo brasileiro comemorou a decisão, classificando-a como estratégica para fortalecer a economia, ampliar exportações e atrair investimentos. Já lideranças europeias destacaram que o tratado também inclui compromissos ambientais e cláusulas relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
Caso seja ratificado, o acordo criará uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas e movimentando bilhões de euros em trocas comerciais anuais.






