Da Redação

Três anos após os ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos em 8 de janeiro, instituições públicas, entidades civis e movimentos sociais voltaram a se mobilizar para reafirmar a defesa da democracia e do Estado de Direito. As ações marcam a data como um símbolo de resistência institucional e de rejeição a qualquer tentativa de ruptura democrática.

As iniciativas incluem atos públicos, manifestações simbólicas e eventos voltados à reflexão sobre o papel das instituições na preservação da ordem constitucional. O objetivo central é manter viva a memória dos acontecimentos e reforçar que episódios de violência política não podem ser normalizados ou esquecidos.

Representantes do Judiciário, do Legislativo e do Executivo destacaram que o fortalecimento da democracia passa pela vigilância constante, pelo respeito às leis e pela responsabilização de todos os envolvidos em ataques às instituições. Para eles, lembrar o 8 de janeiro não é apenas um gesto simbólico, mas uma forma de educar e alertar a sociedade sobre os riscos do extremismo.

Além das autoridades, organizações da sociedade civil também participaram das mobilizações, defendendo a liberdade de expressão, o respeito ao resultado das urnas e a convivência democrática, mesmo diante de divergências políticas. Em muitos discursos, a palavra-chave foi “memória”, vista como essencial para evitar que fatos semelhantes se repitam.

Os atos realizados três anos depois reforçam a leitura de que a democracia brasileira saiu abalada, mas não derrotada, pelos ataques. A data passa a ocupar um espaço permanente no calendário político do país, como um lembrete de que instituições sólidas dependem, acima de tudo, do compromisso coletivo com a legalidade e o diálogo.