Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a retirada do país de mais de 60 organizações internacionais, em uma das maiores mudanças recentes na política externa americana. A medida atinge tanto entidades independentes quanto órgãos ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) e foi justificada pelo governo como uma forma de proteger interesses estratégicos e a soberania nacional .
Ao todo, a decisão envolve a saída dos EUA de 35 organizações fora do sistema da ONU e de outras 31 vinculadas diretamente ao bloco. Segundo a Casa Branca, essas instituições passaram por uma análise interna e foram consideradas incompatíveis com as prioridades do atual governo, por promoverem agendas globais que, na avaliação americana, não beneficiam o país.
Entre as críticas apresentadas estão a defesa de políticas climáticas mais rígidas, programas internacionais de governança e iniciativas classificadas como ideológicas. Para a administração Trump, esse conjunto de ações enfraquece a autonomia dos Estados Unidos e compromete recursos financeiros que poderiam ser direcionados a áreas consideradas mais estratégicas.
O governo também informou que a decisão prevê o encerramento ou a redução significativa do financiamento a essas entidades, sempre que a legislação permitir. A proposta é redirecionar verbas públicas para iniciativas que, segundo Washington, tragam retorno direto à economia e à segurança nacional.
Especialistas em relações internacionais avaliam que o movimento pode reduzir a influência dos EUA em fóruns multilaterais e abrir espaço para que outras potências ampliem sua presença global. Ainda assim, aliados de Trump defendem que o país não deve permanecer em organizações que, na visão do governo, atuam contra seus próprios interesses.
A saída em bloco reforça uma postura já conhecida do presidente, marcada pelo distanciamento de acordos e instituições internacionais e pela aposta em uma política externa mais voltada para decisões unilaterais e negociações diretas entre países






