Da Redação
Mesmo em campos políticos distintos, Daniel Vilela (MDB) e Wilder Morais (PL) voltaram a figurar no centro das conversas de bastidores em Goiás. A avaliação entre aliados é de que 2026 pode funcionar mais como uma etapa de acomodação do que, necessariamente, de confronto definitivo entre os dois, abrindo espaço para um eventual entendimento com foco no cenário eleitoral de 2030.
A leitura predominante é que Daniel deve chegar às eleições de 2026 em posição confortável, impulsionado pela força do grupo governista e pela herança política da atual gestão. Nesse contexto, setores do PL avaliam que uma disputa direta e sem alianças poderia enfraquecer o partido no médio prazo, especialmente se o objetivo maior de Wilder for uma candidatura ao governo em um momento mais favorável.
Nos bastidores, a hipótese de um acordo informal ganha força: Wilder poderia manter protagonismo nacional e estruturar o PL em Goiás, enquanto Daniel consolidaria seu projeto estadual. Em troca, ficaria aberto um caminho de apoio futuro, com 2030 como horizonte estratégico. Essa lógica é defendida por parte dos aliados do senador, que veem o adiamento do embate como uma jogada de cálculo político, não de recuo.
Apesar das especulações, publicamente os dois mantêm discursos cautelosos e evitam confirmar qualquer tipo de acerto. Ainda assim, a movimentação nos bastidores indica que, mais do que rivais imediatos, Daniel e Wilder podem estar se observando como peças de um mesmo xadrez político, em que o movimento decisivo só deve acontecer no fim da década.






