Walison Veríssimo

A movimentação do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, nos bastidores da política estadual sinaliza mais do que uma simples troca de legenda. A aproximação com o PRD é vista como parte de uma estratégia para ampliar sua independência e reduzir a dependência das decisões internas do União Brasil, partido hoje comandado em Goiás pelo governador Ronaldo Caiado. 

O plano, construído ao longo dos últimos meses, prevê que Bruno assuma a liderança estadual da federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. A oficialização deve ocorrer em Brasília, ainda em janeiro, enquanto a filiação partidária ficaria para a janela eleitoral do primeiro semestre. Até lá, ele deve comandar a sigla em Goiás por meio de uma comissão provisória, mecanismo permitido pela legislação. 

Analistas avaliam que o movimento reflete o novo patamar político alcançado por Bruno após chegar à presidência da Alego. Com controle de um orçamento robusto e ampla rede de apoio entre parlamentares, cresce a necessidade de um partido que lhe dê mais liberdade para negociar alianças e viabilizar projetos maiores, como uma candidatura a deputado federal. 

Ao buscar uma legenda “para chamar de sua”, Bruno Peixoto tenta redesenhar seu espaço no tabuleiro político goiano, trocando a condição de aliado subordinado por uma posição de maior protagonismo e poder de articulação no cenário estadual.