Da Redação

Mesmo quando o sol aparece e o cenário parece tranquilo, rios, cachoeiras e lagos podem esconder um risco grave e silencioso: as chamadas cabeças d’água. O alerta é do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, coronel Washington Luiz Vaz Júnior, que chama atenção para o aumento de acidentes neste período de chuvas intensas no estado.

Segundo o comandante, o fenômeno acontece quando grandes volumes de chuva caem nas cabeceiras dos rios, muitas vezes longe do local onde as pessoas estão. Em poucos minutos, a água desce com força, elevando rapidamente o nível do rio e reduzindo drasticamente o tempo de reação de quem está no local. Não há sirenes, alarmes ou avisos prévios, apenas a mudança súbita na correnteza.

O coronel explica que a falsa sensação de segurança é um dos maiores perigos. Em diversos casos, banhistas são surpreendidos em dias ensolarados, sem perceber que a chuva ocorre em regiões mais altas. Quando a enxurrada chega, a força da água é suficiente para arrastar pessoas, animais e até estruturas próximas às margens.

Entre as orientações, o Corpo de Bombeiros reforça que a população deve evitar entrar em rios e cachoeiras em períodos chuvosos, observar mudanças rápidas no nível da água e utilizar colete salva-vidas sempre que estiver em lagos e represas. A falta do equipamento, inclusive, já foi associada a mortes registradas recentemente em Goiás.

Outro ponto de atenção são áreas próximas a barragens, onde o risco é ainda maior devido ao grande volume de água que pode ser liberado de forma repentina. A recomendação é simples e direta: diante de tempo instável ou histórico de chuvas, o melhor caminho é manter distância desses locais.

O alerta dos bombeiros busca prevenir tragédias e reforça que, diante de qualquer sinal de aumento da correnteza, a saída imediata da água pode salvar vidas.