Da Redação

Poucos advogados nos Estados Unidos acumulam no currículo processos tão explosivos quanto Barry Pollack. Especialista em causas de repercussão internacional, ele será o responsável por liderar a defesa de Nicolás Maduro na Justiça norte-americana, em um processo que envolve acusações de narcotráfico e levanta debates jurídicos e diplomáticos de alto nível.

Baseado em Washington, Pollack ganhou projeção global ao atuar como um dos principais negociadores do acordo que permitiu a libertação de Julian Assange, fundador do WikiLeaks. Em 2024, ele costurou uma solução inédita com o governo dos Estados Unidos, que resultou em um acordo judicial e encerrou um dos casos mais controversos envolvendo liberdade de imprensa e segurança nacional.

Agora, o desafio é ainda mais complexo. Maduro responde a acusações de liderar um esquema internacional de tráfico de drogas com destino aos Estados Unidos. Pollack já sinalizou que a estratégia de defesa deve questionar a legalidade da captura do ex-líder venezuelano, além de discutir se ele teria direito a algum tipo de imunidade por ter ocupado a chefia de um Estado estrangeiro.

Sócio do escritório Harris St. Laurent & Wechsler, Barry Pollack construiu a carreira defendendo figuras envolvidas em disputas que extrapolam os tribunais. Ele já atuou em casos ligados à CIA, ao colapso da Enron e a investigações federais de grande impacto político. O perfil técnico, aliado à experiência em negociações sensíveis com o governo americano, explica sua escolha para um processo considerado histórico.

A atuação de Pollack no caso Maduro deve ir além da esfera criminal, tocando em temas como soberania, jurisdição internacional e os limites da atuação dos Estados Unidos fora de seu território. O julgamento promete não apenas decidir o futuro do ex-presidente venezuelano, mas também estabelecer precedentes jurídicos com reflexos globais.