Da Redação

Um nome de peso do empresariado goiano voltou ao centro do noticiário político internacional ao ser associado, ao mesmo tempo, à gestão de Donald Trump e a investimentos estratégicos no setor de energia da Venezuela. Trata-se de Joesley Batista, que, ao lado do irmão Wesley, controla ativos petrolíferos no país vizinho desde 2024 por meio do grupo J&F.

De acordo com informações reveladas pelo jornal O Globo, a atuação de Joesley extrapola o campo empresarial. Nos últimos meses, ele circulou entre líderes globais em agendas sensíveis: em setembro, esteve com Trump para colaborar nas articulações do governo Lula relacionadas às tarifas impostas pelos Estados Unidos; já em dezembro, foi recebido por Nicolás Maduro, em Caracas, para tratar de uma possível transição política negociada no país.

A tentativa de costurar uma saída pacífica do regime venezuelano, no entanto, não avançou. No último sábado (3), forças norte-americanas realizaram uma ofensiva em território venezuelano que resultou na captura de Maduro. O líder foi levado, junto da esposa, para Nova York, onde deverá responder a acusações de narcoterrorismo.

Apesar da relevância política do episódio, detalhes sobre os investimentos dos irmãos Batista na Venezuela permanecem escassos. Sabe-se apenas que os negócios estão ligados à área de energia da J&F. Comunicações diplomáticas entre a embaixada brasileira em Caracas e o Itamaraty, que mencionam o assunto, foram classificadas como sigilosas, segundo a colunista Malu Gaspar.

A combinação entre influência política internacional e interesses econômicos em uma das maiores reservas de petróleo do mundo reforça o peso geopolítico do caso e mantém o nome do empresário goiano no radar das principais chancelarias.