Da Redação

Um editorial da revista The Economist provocou reação no Brasil ao colocar a idade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro do debate eleitoral de 2026. O texto argumenta que, apesar da trajetória política e da experiência acumulada, a permanência de líderes muito idosos no comando de grandes países pode representar riscos institucionais no médio prazo.

Na análise, a publicação afirma que carisma e habilidade política não eliminam preocupações relacionadas ao avanço da idade, citando exemplos internacionais recentes para sustentar a tese. A revista também avalia que o cenário brasileiro carece de alternativas mais sólidas e renovadas, rejeitando tanto Lula quanto outros nomes tradicionais do espectro político, como Flávio Bolsonaro.

O posicionamento foi interpretado por setores da esquerda como etarista, ao reduzir o debate eleitoral a critérios biológicos, enquanto aliados do governo defendem que a capacidade de governar deve ser medida por resultados e não pela idade do presidente. O texto da The Economist ainda sugere que figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surgem como opções mais alinhadas à ideia de renovação política.

A publicação reacende uma discussão sensível no país às vésperas do ciclo eleitoral: até que ponto a experiência pesa a favor e quando a idade passa a ser usada como argumento político. O debate, que já ganhou força em outras democracias, agora se projeta com intensidade no cenário brasileiro.