SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Durante sua carreira musical, Shakira, 48, sempre se identificou com a figura da loba, mas foi como uma gazela que ela fez sua estreia nos cinemas em 2016, no filme “Zootopia”. Agora, ela volta ao papel da engajada Gazelle na continuação “Zootopia 2”, que está em cartaz nos cinemas.
“O que eu amo na Gazelle é que ela é cheia de vida, mas também muito honesta. E ela defende o que pensa. Eu me identifico com essa parte da personagem”, diz a colombiana, que, se pudesse passar um dia dentro da animação, gostaria de ser amiga da policial Judy Hopps. “É que eu queria ser policial, esse era um dos meus muitos sonhos.”
Mas se engana quem pensa que a cantora fez um bico de dubladora e pronto. Após esse retorno à personagem, ela está aberta a novas aventuras como atriz, inclusive em filmes de live-action. “Estou aberta à aventura que é a vida, e ela já me levou a tantos lugares diferentes que eu nunca esperava estar… Então, por que não?”, comenta.
Shakira já apareceu como ela própria em séries como “Ugly Betty” e “Os Feiticeiros de Waverly Place”, mas o que poucos sabem é que, na adolescência, ela protagonizou a novela colombiana “El Oasis”. Depois, ficou muito focada na música para conseguir conciliar longas gravações, mas ela não descarta.
“A oportunidade certa não apareceu ou, quando houve oportunidades para fazer algo assim, eu estava tão ocupada em turnê ou fazendo outras coisas… Mas, sim, agora que não tenho marido, posso arranjar um tempo”, comenta ela, lembrando o divórcio com o jogador de futebol Gerard Piqué, 38.
E que tipo de produção ela gostaria de fazer como atriz? “Eu meio que amo história e mitologia, então, às vezes, quando vejo esses filmes mitológicos ou que se referem a personagens mitológicos ancestrais, eu penso: ‘Ah cara, eu poderia arrebentar nisso’.”
Por enquanto, ela está feliz em ser a voz de Gazelle para quem assistir ao filme na versão original (no Brasil, a personagem é dublada por Cássia Bisceglia). “Todos nós sonhamos com a Disney, certo? Quero dizer, é o mundo de fantasia mais genial já criado”, avalia. “Ter a oportunidade de atuar e ser uma personagem em um filme da Disney, para mim, é uma grande honra.”
Além disso, ela conta que conseguiu participar ativamente da construção da personagem. “Eu dei minha opinião desde o primeiro dia”, afirma ela. “É uma personagem que vi crescer e evoluir, e acho que ela é incrível. Eu amo a Gazelle. E meus filhos também amam a Gazelle.”
Por falar em filhos, Milan, 12, e Sasha, 10, ambos do relacionamento com Piqué, fazem uma pequena participação em “Zootopia 2”. “Eles gravaram algumas falas como os irmãozinhos da Judy Hopps”, derrete-se a cantora. “Eles são coelhinhos no filme.”
Shakira diz que os meninos foram um dos principais motivos para que ela estivesse tão animada em voltar à personagem. “Estava muito empolgada por fazer algo com meus filhos e de poder compartilhar isso com eles”, comenta.
“Quando fizemos o primeiro ‘Zootopia’, eles eram bebês, então foi outra maneira de me conectar com as crianças. Agora eles estão muito mais velhos, então meio que me acompanharam durante o processo”, continua, orgulhosa. “Eu sempre peço a opinião deles em tudo, porque eles têm muito bom gosto no geral. E eu gosto de fazê-los sentir que a opinião deles realmente conta.”
Outro ponto é que Gazelle, assim com sua intérprete, é cantora. Se no primeiro filme ela pode emprestar seus dotes vocais também para a música “Try Everything”, desta vez ela volta com a canção “Zoo”, escrita em parceria com Ed Sheeran e Blake Slatkin.
“É engraçado porque ‘Try Everything’ foi uma música amada por muitas crianças pequenas, que obviamente não estavam familiarizadas com o meu repertório e me conheceram por meio do filme”, lembra ela. “Fico feliz porque acho que a música tem uma mensagem muito positiva e acho que o mundo precisa desse tipo de positividade.”
Ela diz que não sentiu pressão para que a nova canção fizesse o mesmo sucesso da anterior. “Obviamente, é uma grande responsabilidade, porque a Disney está confiando a mim um de seus filmes mais importantes”, afirma ela. “Mas me senti à altura da tarefa, porque já tinha a experiência de trabalhar com eles no passado.”
Sobre o resultado, ela também se mostra confiante. “Sinto que ‘Zoo’ me lembra um pouco ‘Waka Waka’. É esse tipo de música que sinto que pode ressoar com muitos públicos diferentes e também que carrega uma mensagem universal”, avalia.



