SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de dois suspeitos de participarem da morte do cabeleireiro José Robertto Silveira, que foi achado morto dentro de casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital paulista. A informação foi confirmada ao UOL pela Polícia Civil.

O pedido de prisão, feito pelo DHPP, foi aceito na noite desta quinta-feira (27) pelo Tribunal de Justiça. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) identificou os dois homens suspeitos do crime por meio de imagens de uma câmera de segurança na rua da casa da vítima.

Apesar dos mandados judiciais, homens estão foragidos. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), trabalhos seguem em andamento para localizá-los, em esforços iniciados desde o crime e antes mesmo dos decretos de prisão.

Suspeitos entraram em contato com familiares antes de sumirem. Ao UOL, a polícia informou que eles teriam fugido assim que souberam sobre a divulgação do vídeo em que aparecem saindo da residência de José Robertto.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que pedidos de prisão tramitam sob segredo de justiça. Por isso, informações a respeito da decisão judicial não poderiam ser passadas pelo órgão.

Betto, como era conhecido, foi encontrado morto, com punhos e joelhos amarrados, dentro do próprio quarto. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o corpo estava no chão e a boca obstruída com meias. Corpo tinha sinais de asfixia, com lesões nos braços, ombros e nariz.

O corpo foi localizado pelo sócio do cabeleireiro e por uma prima. À polícia, eles contaram que estranharam a falta de contato e foram até o imóvel.

Polícia encontrou marcas de sangue sobre a cama, nos travesseiros, na parede do quarto e no banheiro. No banheiro havia uma faca posicionada sobre a pia, sem vestígios aparentes de sangue.

José Roberto havia saído de casa por volta de 1h40 de sábado e retornou ao local pouco depois, às 2h13. Ele estava de carro, um Hyundai HB20 de cor preta. O carro era alugado e já passou por perícia. A empresa forneceu à polícia o relatório de geolocalização do veículo no período compreendido entre a saída da vítima e o seu retorno.

Vizinha diz que ouviu barulho na casa de Roberto entre 3h e 3h30 no dia do crime. Ela detalhou que despertou ao ouvir os ruídos e percebeu que havia a presença de outra pessoa além dele. Apesar disso, esclareceu que não soube identificar se era algum familiar ou outra pessoa, pois José Roberto recebia frequentemente diversas pessoas em sua residência, o que tornava o fluxo de indivíduos algo comum.

Mulher disse que ouviu José conversando com outra pessoa por longo período, além de sons de chuveiro ligado, televisão e música. A testemunha detalhou que, já por volta das 4h, ouviu barulho de objetos quebrando e movimentação intensa no quarto, mas que tais sons não lhe causaram estranhamento.