Da Redação
O encontro do Conselho Técnico do Campeonato Goiano de 2026, nesta terça-feira, acabou se tornando cenário para um desabafo bem-humorado – mas cheio de preocupação – do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela. Torcedor assumido do Goiás, ele contou que acompanhará de longe a partida decisiva contra o Remo, no domingo, em Belém, mas fez questão de agir nos bastidores para garantir um ambiente seguro ao elenco esmeraldino.
Daniel relatou que conversou por telefone com o governador do Pará, Helder Zahluth, que também tem lado nessa história: é torcedor do Remo. A ligação, segundo ele, teve um tom amistoso, mas direto, pedindo cuidado redobrado com a delegação goiana após recentes episódios de confusão no Mangueirão.
O vice-governador lembrou relatos de tumultos em jogos anteriores no estádio e reforçou que a prioridade é evitar qualquer situação que coloque em risco jogadores, comissão técnica e torcedores. O pedido foi acompanhado de um lembrete cordial: assim como Goiás recebe bem os paraenses, espera tratamento semelhante na capital paraense.
Nos bastidores, a tensão é real. O Goiás deve levar seguranças particulares e até um chefe de cozinha para tentar blindar o grupo nos dias que antecedem o duelo. A partida vale o acesso para os dois lados. Os goianos, em 4º lugar com 61 pontos, precisam apenas vencer para confirmar o retorno à elite. O Remo, em 6º com 59, depende do triunfo e de tropeços de Criciúma ou Chapecoense.
A preocupação aumentou depois do confronto entre Remo e Chapecoense pela 35ª rodada, marcado por invasão de campo e objetos arremessados pela torcida azulina. O presidente da Chape, Alex Passos, criticou duramente o clima hostil, afirmando que o ambiente no Mangueirão “foge do padrão” e precisa ser relatado à arbitragem.
Com disputa direta pelo acesso e clima quente nos arredores, o duelo em Belém promete ser um dos mais tensos da reta final da Série B.






