Da Redação
O segundo dia do Enem, aplicado na tarde deste domingo, 16, trouxe questões de Ciências da Natureza e Matemática e manteve a linha das últimas edições do exame. Entre os temas selecionados, apareceram desde o desempenho do velocista Usain Bolt até discussões sobre medicamentos como o Ozempic. Para especialistas, a prova veio equilibrada, sem grandes surpresas e com o tradicional destaque para conteúdos ambientais.
Na análise de docentes, o exame foi direto e pouco extenso. Virgílio Aveiro, professor de Química da Escola SEB AZ Lafaiete, destacou que o caderno de Ciências da Natureza apresentou questões objetivas e com poucos cálculos. Já o biólogo Fernando Roma chamou atenção para algo incomum: a ausência total de perguntas de Botânica.
O enfoque ambiental, no entanto, foi novamente predominante. “A Ecologia segue dominando o Enem. Nos últimos dez anos, quase metade das questões cobraram essa área”, afirmou Yann Spinelli, professor de Biologia do Colégio Andrews.
Para Gabriella Leal, professora de Biologia do Colégio pH, o nível do exame foi mediano e bem distribuído. Ela ressaltou que os textos não estavam longos e que os enunciados eram claros, embora tenha notado a falta de questões sobre Fisiologia Humana, conteúdo frequente em outras edições.
A avaliação dos demais docentes seguiu na mesma linha. Rafael Cafezeiro, da plataforma AZ, considerou a prova de Biologia mais simples do que a do ano anterior. Caio Zanvettor, professor de Química do pH, afirmou que o conteúdo estava dentro das expectativas e reforçou o caráter “conteudista” da prova, que depende do conhecimento prévio do aluno.
Em Física, o professor Caio Britto observou um equilíbrio maior entre questões teóricas e de cálculo, além de itens que exigiam atenção à interpretação e ao raciocínio lógico. “Foi uma prova mais dividida. Ano passado, quase tudo era teórico”, avaliou.
Aplicação do exame
As provas ocorreram entre 13h30 e 18h30, em mais de 1.800 municípios. Foram mobilizados 11 mil locais, 164 mil salas e mais de 300 mil profissionais. Em algumas cidades do Pará — Belém, Ananindeua e Marituba — a aplicação ficou para 30 de novembro e 7 de dezembro por causa da COP30.
A reaplicação do Enem está marcada para 16 e 17 de dezembro, e o resultado final deve ser divulgado em janeiro de 2026. No primeiro dia de provas, que reuniu Linguagens, Ciências Humanas e redação, 73% dos 4,8 milhões de inscritos compareceram, mantendo o índice de abstenção em 27%, número semelhante ao da edição passada.






