A REDAÇÃO
A atriz Sydney Sweeney, conhecida por seus papéis em Euphoria e The White Lotus, falou pela primeira vez sobre a controvérsia envolvendo uma campanha publicitária da American Eagle, lançada em julho de 2025. O vídeo, intitulado “Sydney Sweeney Has Great Jeans” (“Sydney Sweeney Tem Ótimos Jeans”, em tradução livre), foi alvo de críticas por associar “bons genes” a características físicas como pele clara, cabelos loiros e olhos azuis, o que gerou acusações de reforço a padrões de beleza eurocêntricos e racistas.
Em entrevista à revista GQ, publicada nesta terça-feira (4), Sweeney evitou comentar diretamente o teor das críticas, mas afirmou que não se deixa definir pela opinião pública. “Sempre acreditei que não estou aqui para dizer às pessoas o que pensar. Sei quem eu sou, o que valorizo e que sou uma pessoa gentil. Amo muito o que faço e estou animada para o que vem a seguir”, declarou à publicação, via NME.
A atriz, que está filmando a terceira e última temporada de Euphoria, disse que se manteve distante das redes sociais durante o período de maior repercussão do caso. “Eu meio que guardei meu celular. Estou trabalhando 16 horas por dia e não costumo levá-lo para o set, então acabo apenas indo para casa e dormindo. Não vi muita coisa sobre isso”, afirmou. Sweeney também disse ter ficado surpresa com a reação negativa à campanha e minimizou o episódio, explicando que aceitou o projeto por gostar de usar jeans e que não se sentiu afetada pela polêmica.
A peça publicitária utilizava um trocadilho entre as palavras “jeans” e “genes”, que têm a mesma pronúncia em inglês. No vídeo, Sweeney dizia: “Genes são passados de pais para filhos, muitas vezes determinando características como cor do cabelo, personalidade e até cor dos olhos. Meus jeans são azuis.” A frase foi interpretada por parte do público como uma alusão à superioridade de traços físicos associados a pessoas brancas.
A repercussão ganhou dimensões políticas nos Estados Unidos, dividindo opiniões nas redes sociais. Críticos associaram o comercial a mensagens supremacistas, enquanto apoiadores conservadores elogiaram a atriz e afirmaram que a peça representava uma reação ao chamado “movimento woke”, termo usado para se referir à adoção de práticas inclusivas e progressistas na mídia. Entre as figuras públicas que comentaram o caso estavam o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, o vice-presidente J. D. Vance e o ex-presidente Donald Trump, que elogiou o comercial após saber que Sweeney é registrada como republicana. Diante da repercussão, a American Eagle retirou parte da campanha do ar.
Sweeney, que já foi alvo de críticas por interpretar personagens hiperssexualizados e por parcerias de marketing ousadas, como uma colaboração com a marca Dr. Squatch — em que o produto seria feito com “água do banho da atriz” —, manteve o tom conciliador ao falar sobre o impacto do caso em sua imagem. Questionada sobre possíveis boicotes a seus próximos filmes, afirmou: “Acho que se alguém se fechar para uma história poderosa como a de Christy por causa de algo que leu online, espero que outra coisa possa abrir seus olhos para a arte e para o aprendizado.”
O próximo projeto da atriz é a cinebiografia Christy, sobre a ex-boxeadora Christy Martin, que estreia em 7 de novembro nos Estados Unidos. Outro filme estrelado por Sweeney, o suspense psicológico The Housemaid, tem lançamento previsto para 19 de dezembro no país. Ainda não há confirmação das datas de estreia no Brasil.






