SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A maioria dos brasileiros avalia bem os serviços prestados pelos funcionários públicos, de acordo com uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Movimento Pessoas à Frente.

A pesquisa foi realizada entre 9 e 12 de junho, foram ouvidas 2.008 pessoas, em cidades de diferentes portes de todas as regiões do Brasil.

Ao serem perguntados qual nota dão ao serviço prestado pelos funcionários públicos, 46% dos entrevistados responderam com números entre 8 e 10.

Outros 40% deram 5, 6 ou 7. Os que deram notas menores do que 5 foram 13%.

Também foi perguntada a opinião sobre os supersalários, aqueles cujos valores excedem o teto constitucional (hoje, R$ 46.366,19), e 83% responderam que a prática deveria acabar.

Quase todos (94%) dos entrevistados são favoráveis à ideia de avaliar os funcionários públicos e, de acordo com o resultado, dar recompensas ou penalidades.

A pesquisa está em sua terceira edição, e, grosso modo, houve poucas mudanças de resposta na maioria das questões.

Uma das poucas mudanças foi um crescimento na percepção de que os funcionários poderiam prestar serviços melhores se tivessem melhores condições de trabalho (de 83%, em 2023, para 92% em 2025).

“As pessoas têm essa percepção porque entendem o que é o serviço público: quanto melhor e mais efetiva for a gestão dos profissionais, mais qualificados e melhores serão os serviços que elas usam todos os dias”, diz Jessika Moreira diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente.

Ela disse que, ao elaborar a pesquisa, o Movimento teve a preocupação em deixar claro para os entrevistados quem eram as pessoas sendo avaliadas, como líderes de escolas e de hospitais. A ideia, afirma ela, era aproximar os respondentes do tema.

Uma das questões era a seguinte: “Você concorda ou discorda da seguinte afirmação: a estabilidade no emprego é um mecanismo importante para a proteção dos funcionários públicos contra eventuais pressões ou perseguições”.

A resposta permitia nuances, como “concordo plenamente”, “concordo em parte” etc. A maioria (75%) está de acordo.

“A estabilidade permite mais consistência de políticas públicas, inclusive aquelas que fogem do ciclo eleitoral”, diz Moreira.

Para a especialista, o serviço público deve oferecer formação continuada e especialização técnica para que os profissionais com estabilidade se mantenham atualizados para atender às novas demandas e é preciso haver planejamento estratégico para dimensionar a força de trabalho e garantir que o corpo técnico esteja em constante desenvolvimento.