SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter o ex-jogador Robinho preso. Ele foi condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo cometido em 2013, na Itália.

André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin votaram nesta quinta-feira (28) a favor da manutenção da prisão do ex-jogador. Eles se juntaram aos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Luiz Fux, relator do caso.

Apenas o ministro Gilmar Mendes votou pela soltura de Robinho até agora. Ainda restam os votos de Carmen Lúcia, Flávio Dino, Luis Roberto Barroso e Nunes Marques.

Uma virada na votação é impossível. Com o placar em 6 a 1 a favor da manutenção da prisão e apenas mais quatro ministros ainda sem votar, não há como o placar ser virado.

No fim de 2024, o STF rejeitou pedidos de liberdade de Robinho por 9 votos a 2. A defesa do ex-jogador questionou a decisão.

Em março, a Corte começou a analisar o caso. O julgamento foi retomado e está sob deliberação até 29 de agosto.

Em 2014, Robinho admitiu ter mantido relações sexuais com a vítima, mas negou violência sexual. Ele reforçou o discurso em 2020, em entrevista ao UOL.

Ainda em 2020, quando já havia sido condenado em primeira instância, ele acertou seu retorno ao Santos. O Peixe, no entanto, suspendeu o contrato com o atacante dias depois por causa da pressão da torcida e da imprensa pelo caso.

Em 2022, Robinho foi condenado na terceira e última instância da Justiça italiana a nove anos de prisão. Entretanto, ele nunca foi preso por já estar no Brasil, que não extradita seus cidadãos. Sendo assim, a Itália pediu para que o Brasil julgasse a possibilidade de o ex-jogador cumprir a pena em solo brasileiro.

No Brasil, Robinho foi condenado a nove anos de prisão pelo crime de estupro cometido na Itália. Ele está preso desde março de 2024 na Penitenciária II de Tremembé.