PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – A população brasileira foi estimada em 213,4 milhões de habitantes em 1º de julho de 2025, segundo projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28).

O número do país (213.421.037) já estava disponível desde agosto de 2024, quando o órgão divulgou as estimativas anuais para o total de moradores até 2070. O IBGE, contudo, detalha as informações a cada ano, incluindo dados de cada município.

Os resultados são um dos parâmetros usados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para o cálculo dos fundos de participação de estados e municípios. Também podem servir de referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Ao chegar a 213,4 milhões em 2025, a população brasileira aumentou 0,39% ante os 212,6 milhões de habitantes estimados em 2024. A taxa de crescimento havia sido de 0,42% no ano passado.

Segundo as projeções atualizadas pelo IBGE em 2024, o número de habitantes deve crescer até o pico de 220,43 milhões em 2041 e, depois, tende a encolher.

O órgão espera que a redução comece em 2042 e se intensifique nas décadas seguintes, levando o contingente para menos de 200 milhões em 2070 (199,2 milhões).

“Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas projeções da população, ambas pesquisas realizadas pelo IBGE”, disse em nota o gerente de estudos e análises da dinâmica demográfica do instituto, Marcio Minamiguchi.

MUNICÍPIOS COM MAIS E MENOS HABITANTES

Nesta quinta, o órgão afirmou que o Brasil tem 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes e quatro cidades com menos de mil moradores.

Dos 15 locais com mais de 1 milhão de pessoas, 13 são capitais. Essas cidades concentram 42,8 milhões de habitantes, o equivalente a 20,1% do total da população do país (213,4 milhões).

São Paulo continua sendo o município mais populoso, com 11,9 milhões de moradores, seguido por Rio de Janeiro (6,7 milhões) e Brasília (3 milhões). O IBGE considera a capital federal como cidade nesse recorte.

Guarulhos e Campinas, ambos no estado de São Paulo, são os únicos municípios que não são capitais na lista com mais de 1 milhão de pessoas, diz o instituto. A população foi estimada em 1,3 milhão e 1,2 milhão de habitantes nas duas localidades, respectivamente.

No outro extremo, as quatro cidades com menos de mil pessoas ficam em Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Mato Grosso.

São os casos de Serra da Saudade (MG), com 856 habitantes, Anhanguera (GO), com 913, Borá (SP), com 932, e Araguainha (MT), com 997.

As estimativas populacionais diferem dos números do Censo Demográfico, cuja edição mais recente é de 2022.

O recenseamento é uma pesquisa domiciliar do IBGE, ou seja, que visita os lares brasileiros a cada década. Já as estimativas são atualizadas pelo instituto a partir do Censo e de informações de outras fontes a cada ano.

SP E RR SÃO EXTREMOS POPULACIONAIS

São Paulo segue como a unidade da Federação mais populosa. O estado tinha 46,1 milhões de habitantes em 1º de julho deste ano, diz o IBGE.

É o equivalente a 21,6% da população total do Brasil. Isso significa que 1 em cada 5 habitantes vive em São Paulo.

Roraima, por outro lado, mostra a menor população do país: 738,8 mil. Há outros dois estados, também na região Norte, com menos de 1 milhão de moradores. São os casos de Amapá (806,5 mil) e Acre (884,4 mil).

A população projetada para os estados e o Distrito Federal também já estava disponível desde agosto do ano passado para o intervalo até 2070. Os números, contudo, podem ser atualizados de um ano para outro em caso de situações como alteração de limites de municípios.

Conforme os dados divulgados nesta quinta, houve pequenos ajustes na população dos vizinhos Paraná e Santa Catarina. O primeiro perdeu 67 habitantes, e o segundo ganhou essa quantidade na comparação com a estimativa que já estava disponível para 2025.