da redação
O empresário Jason Miller, figura próxima ao ex-presidente Donald Trump e conselheiro político de longa data do republicano, intensificou neste domingo (10) suas manifestações em apoio a Jair Bolsonaro (PL). Em uma publicação nas redes sociais, Miller afirmou que não vai desistir até que o ex-presidente brasileiro esteja “livre”, numa referência ao processo em que Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
“Não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, escreveu Miller em seu perfil no X (antigo Twitter). A mensagem veio acompanhada do compartilhamento de outra publicação que defendia o impeachment do ministro Alexandre de Moraes como prioridade. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, respondeu à postagem com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos.
Miller mantém relação próxima com a família Bolsonaro, especialmente com Eduardo, que está nos EUA desde fevereiro articulando com congressistas americanos a adoção de sanções contra Moraes e outros ministros do STF. O empresário também tem usado suas redes para atacar o Supremo, o ministro e autoridades brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as críticas, acusou Moraes de “táticas ditatoriais” e de buscar “protagonismo” em decisões judiciais contra Bolsonaro.
Embora não exerça função oficial no governo americano, Miller é considerado um dos nomes mais influentes no círculo político de Trump. Ele atuou como conselheiro sênior nas três campanhas presidenciais do republicano desde 2016 e participou das equipes de transição. Além disso, fundou a rede social Gettr, conhecida por abrigar usuários expulsos de plataformas como Facebook e Twitter por disseminação de conteúdo extremista.
A conexão entre Miller e Bolsonaro não é recente. Em setembro de 2021, ele foi recebido pela família presidencial no Palácio da Alvorada. Na ocasião, ao deixar o Brasil, foi abordado pela Polícia Federal e prestou depoimento no inquérito do STF que investiga as chamadas “milícias digitais”, sob relatoria de Alexandre de Moraes.
Agora, com as tensões entre Bolsonaro e o STF no centro do debate político, Miller promete intensificar sua ofensiva no cenário internacional, mobilizando aliados de Trump e parlamentares americanos para pressionar contra as ações do Supremo brasileiro.