SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Militar segue realizando uma em operação em Paraisópolis para encontrar o homem que deu um tiro no pescoço do cabo Johannes Kennedy Santana Lino, além de um segundo envolvido na ação.
De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública) do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) , o policiamento na região da favela, na zona sul de São Paulo, está reforçado.
A operação busca o homem apontado como autor do disparo, Kauan Alison dos Santos, 19, além de Gabriel Vieira dos Santos -que, segundo a PM, tentou impedir a abordagem. Os agentes também estão atrás da arma do cabo, que foi roubada na ação.
Ainda segundo a secretaria, o cabo está internado e seu quadro é estável. “A SSP lamenta o episódio e reforça que as ações para localizar e deter os criminosos seguirão até a efetiva prisão dos envolvidos.”
‘ESTOU PERDENDO OS SENTIDOS, SANGRANDO’
A Folha de S.Paulo teve acesso à gravação da câmera corporal do policial, que mostra a perseguição e o momento em que levou o tiro no pescoço, pedindo socorro ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar).
A perseguição começou fora da favela, na Chácara Santo Antonio, na tarde de quinta-feira (7). Ao chegar a uma viela dentro de Paraisópolis, o suspeito deixou a moto caída e saiu correndo. O policial prosseguiu e o alcançou, gritando “parou, parou!”. O homem parou e colocou as mãos na cabeça por um instante, mas logo voltou a correr no sentido contrário.
O PM deu a volta e alcançou o suspeito, que, desta vez, partiu para cima do policial, iniciando a briga. O homem chegou a falar “perdi”, quando o PM respondeu “perdeu mesmo”, imobilizando o suspeito no chão. Pelo rádio, ele pediu apoio do Copom, enquanto mantinha o homem deitado de bruços no chão.
Nesse momento, um outro homem apareceu e começou a falar que não era para bater no suspeito, e o PM respondeu que ele estava roubando. Após alguns instantes de gritaria, o suspeito tentou se desvencilhar e o PM empunhou sua arma.
O outro homem começou a puxar o suspeito, falando para o cabo soltá-lo. Quando o PM apontou a arma, o outro ficou repetindo “olha essa arma na mão”. Instantes depois, com a imagem encoberta, ouviu-se um tiro, o policial caiu e o suspeito e o outro homem correram.