BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Um dos passageiros do voo da Azul que fez um pouso de emergência em Brasília na noite de quinta-feira (7) por causa de uma ameaça de bomba disse que soube do suposto explosivo quando a aeronave já havia aterrissado.
Segundo o técnico em telecomunicações Francisco Gomes, os passageiros foram informados sobre a ameaça de bomba quando foram encaminhados para prestar depoimento à Polícia Federal.
Gomes afirmou que a equipe do avião disse aos passageiros que o pouso seria necessário por causa de uma falha técnica, e que desconfiou que algo estava errado quando uma tela que mostrava a rota da aeronave apontou para um trajeto diferente do esperado.
“O voo estava normal. Só desconfiei quando ele mudou a rota para Brasília. Desconfiei mas fiquei na minha. Um momentinho depois, apagaram as luzes. Aí foi que o piloto falou que tinha uma falha técnica e que ia fazer um pouso de emergência”, disse o técnico em telecomunicações.
Ele também afirmou que não identificou nenhum barulho anormal da aeronave durante o voo. “Só apagou a luz mesmo e pronto”. Segundo Gomes, não houve pânico entre os passageiros.
“O pessoal só agitou um pouquinho quando já estava no chão, querendo descer, porque demorou um pouco. Demorou uns 20 minutos ou mais para a gente poder sair do avião”, disse ele.
O técnico em telecomunicações contou que a Polícia Federal pediu documentos de passageiros para checar antecedentes criminais e perguntou sobre a origem e o destino de cada um. “Se era daqui mesmo, de outro país, de outro estado”, explicou.
As autoridades também teriam solicitado que os passageiros colocassem suas assinaturas em um papel para poder compará-las com outros registros, de acordo com Gomes.
O voo AD4816 da Azul partiu de São Luis (MA) rumo a Campinas (SP), mas pousou emergencialmente em Brasília às 20h45 de quinta-feira. Não teria havido impacto em outras aterrissagens e decolagens do aeroporto da capital federal.
Francisco Gomes mora em Brasília e estava a caminho de Campinas apenas para pegar uma conexão rumo à capital. A Folha de S.Paulo o encontrou no aeroporto no fim da manhã desta sexta-feira (8) indo buscar a bagagem, que havia sido retida.
A Azul afirmou, por meio de nota, que o pouso foi realizado normalmente e que todos os passageiros e tripulantes desembarcaram em segurança. “A Azul garantiu todo o suporte necessário aos clientes após a liberação das autoridades. Eles foram reacomodados em outros voos da companhia”, declarou a empresa.
A Polícia Federal afirmou, por meio de nota, que fez uma varredura na aeronave e não encontrou qualquer explosivo. O avião foi liberado para operar normalmente. As investigações sobre quem fez a ameaça seguem em curso.
A ameaça de bomba teria sido encontrada em um recado deixado em um dos banheiros da aeronave. O avião tem matrícula PR-YSK. Sua pintura exterior homenageia a personagem de animações da Disney Margarida, par do Pato Donald.