RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O meia-atacante Dudu e o Atlético-MG tentam um movimento de última hora em prol de um efeito suspensivo no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).
A ideia é tentar fazer com que o jogador fique à disposição contra o Flamengo, na noite desta quinta (31), pela Copa do Brasil, ou pelo menos não perca o duelo do fim de semana, contra o Red Bull Bragantino, pelo Brasileiro.
O jogador foi punido em primeira instância no tribunal por causa do xingamento e dos comentários feitos sobre a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
O caso chegou ao Pleno nesta quinta-feira e havia expectativa de um desfecho, após o recurso do jogador. Em primeira instância, ele foi punido com seis jogos de suspensão e multa de R$ 90 mil.
Dudu até foi presencialmente ao STJD. Só que o julgamento não terminou. A relatora do processo, Antonieta Silva, teve uma questão pessoal e não conseguiu participar da sessão.
E olha que as advogadas das partes – Dudu e Leila – fizeram sustentação diante dos demais auditores e a entrada da relatora do processo na sessão estava sendo aguardada até o final.
Quem defendeu Dudu na tribuna foi a criminalista Carla Silene Lisboa, que tentou desconstruir a tese de que a ofensa postada pelo jogador nas redes tenha sido misoginia.
Só que a auditora relatora do caso, ao fim das contas, não conseguiu participar. Assim, o Pleno só concluirá a análise do caso semana que vem – provavelmente quarta-feira.
O cenário atrapalha os planos de Dudu, que já cumpriu dois jogos do gancho. Se não atuar hoje, cumprirá o terceiro – chegando à metade da pena.
Como o novo julgamento só será semana que vem, os advogados dele tentam o efeito suspensivo para evitar o terceiro ou um quarto jogo seguido fora do time por competições nacionais.
Quem tem que analisar o pedido de efeito suspensivo é a própria relatora do caso, Antonieta Silva.