SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O homem que invadiu um ônibus na rodoviária do Rio de Janeiro, em março do ano passado, e manteve 16 pessoas reféns por cerca de três horas, foi condenado a 25 anos e três meses de prisão, em regime fechado.

A condenação de Paulo Sérgio de Lima, 30, no Tribunal do Júri da capital, foi por tentativa de homicídio contra duas pessoas, sequestro e cárcere privado.

Segundo a Justiça, o homem usou meios que resultaram em perigo, recurso que dificultou a defesa das vítimas e portava uma arma de fogo de uso restrito.

Lima atirou contra duas pessoas, por acreditar que elas eram policiais que estavam no ônibus para prendê-lo.

Em seguida, impediu que os passageiros, entre eles uma criança de dois anos, saíssem do veículo. Uma das vítimas foi usada como “escudo humano”.

O julgamento, na terça-feira (29), teve sete horas de duração.

Uma das vítimas do disparo, Bruno Lima Soares, levou um tiro no tórax e outro no abdômen. Ele ficou internado quase dois meses em um hospital. A outra vítima, Carlos Felipe Sanglard Torres, sofreu ferimentos no rosto e no pescoço, provocados por estilhaços de vidro.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, Lima chegou a dizer, durante o julgamento, que gostaria de ser diretor de um filme ao referir-se às cenas que protagonizou na rodoviária.

Ele foi preso em flagrante após negociações conduzidas por policiais militares no dia do crime.

Em depoimento, disse que era morador da Rocinha, zona sul do Rio, e tentava fugir para Juiz de Fora (MG) após uma desavença com o Comando Vermelho.